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Encontros do Destino Após Longo Adeus romance Capítulo 333

Como se tivessem uma conexão telepática, o homem também olhou para a varanda.

Quando seus olhares se cruzaram, Olavo desviou o olhar silenciosamente. "Não fui eu quem lavou, foi a Sra. Costa. Ela lavou ontem à noite."

Ah, é mesmo?

Não acreditava nem um pouco!

Estava claro que aquelas roupas molhadas não haviam sido lavadas na noite anterior.

Nádia, sem muita escolha, estava prestes a sugerir que colocassem tudo em um saco plástico para levar embora, quando de repente viu Olavo, deitado na cama, segurar o abdômen com uma expressão de dor no rosto.

Nádia correu para ele, angustiada, "Você está bem?"

"Estou bem, deve ser dor de estômago. Trabalhei até tarde ontem à noite e não comi. Também não tomei café da manhã hoje."

Olavo estava pálido. "Estou bem, pode ir. É só uma dor de estômago recorrente, não vai me matar."

Com ele naquele estado, Nádia não tinha como deixá-lo.

Se algo realmente acontecesse, ela se sentiria culpada para o resto da vida.

Ela buscou a caixa de remédios e preparou um copo de chá quente para o estômago, depois desceu para preparar um café da manhã para ele.

Sabendo que o estômago dele estava sensível, Nádia decidiu fazer um mingau, mas temendo que fosse muito insosso, olhou para a geladeira e viu que havia carne e vegetais. Optou por um mingau de carne magra com legumes, nutritivo e saudável.

Lavou o arroz e o colocou em uma panela de barro para cozinhar, enquanto preparava a carne e o repolho em tiras.

Com tudo pronto, ela ficou em frente à panela, esperando pacientemente.

Totalmente concentrada na panela, Nádia não percebeu que o homem atrás dela se aproximava cada vez mais.

De repente, sentiu-se envolvida por um peito quente contra suas costas, uma onda de calor a invadiu.

Nádia ficou tensa, um pouco sem saber como reagir.

Olavo encostou o rosto em seu pescoço, inalando o cheiro familiar dela.

"Amor, senti tanto a sua falta."

O coração de Nádia quase parou, e seus olhos se encheram de lágrimas.

Ela também... sentia muita falta dele.

Mas a razão lhe dizia que não podia, que não deveria dizer isso.

Ele se apressou em explicar: "Disse isso da boca para fora, apenas para enganar minha mãe. Tinha medo de que ela investigasse você."

Nádia também ficou surpresa, não esperava que fosse por isso.

Mas agora já não importava mais. Ela enxugou as lágrimas e sorriu suavemente. "Não tem problema, também não sou cega. Sei distinguir se o seu amor é verdadeiro ou não."

Ela estava certa de que Olavo realmente gostava dela, que realmente a amava.

Mas e daí?

As diferenças entre eles ainda existiam, e os pais dele ainda não aprovariam o relacionamento deles.

Nádia novamente se afastou dele.

"Esqueça, estamos destinados a não ficar juntos. É melhor terminar agora do que sofrer depois. Que cada um siga seu caminho e seja feliz."

"Não, não concordo!" Olavo puxou a mão dela, segurou seu queixo, inclinou-se e a beijou intensamente.

Nádia, imobilizada por ele, não podia resistir.

Depois de tanto tempo sem estarem próximos, Nádia também sentia muita falta dele, e aos poucos parou de resistir, acompanhando o ritmo dele, correspondendo ao beijo.

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