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Encontros do Destino Após Longo Adeus romance Capítulo 345

O noivado terminou às três da tarde, e assim que acabou, Fernanda apressou-se em ir ao camarim para retirar a maquiagem pesada.

Nadia ajudou-a a pegar a roupa.

"Meu Deus, que desconforto! Passei o dia todo de salto alto, meus pés estão acabados." Fernanda apoiou-se no sofá e bebeu alguns goles de água.

Após relaxar um pouco, Fernanda levantou-se e puxou Nadia em direção à porta.

À noite, elas tinham uma festa para ir a um bar e beber mais um pouco.

Fernanda tinha muitos amigos de festas, que, segundo o pai dela, não eram da melhor companhia, por isso ela não os convidou para o noivado. Em vez disso, reservou uma sala inteira no bar para a comemoração.

Inicialmente, Nadia não planejava ir, mas Fernanda implorou: "Se você não for, e se eu acabar bêbada, o Fernando vai me levar para casa."

Nadia piscou: "Ele é seu noivo legítimo, não seria normal ele te levar para casa?"

"Tsk, e se esse cara se aproveitar de mim enquanto estou bêbada? Aí eu vou me dar mal."

"......"

Nadia lembrou-a: "Vocês já estão noivos, mesmo que algo aconteça, é normal."

Mas Fernanda bagunçou o cabelo: "Não posso, ainda não estou preparada psicologicamente."

Ao abrir a porta, Fernanda virou-se novamente para perguntar: "Você e o Olavo já...?"

Nadia congelou, sem responder à pergunta.

Fernanda assobiou: "Vocês são guerreiros do amor puro? Ou será que... o Olavo não dá conta?"

No entanto, ao virar a esquina, por um azar do destino, elas avistaram Olavo, mãos nos bolsos, encostado na parede com uma postura elegante e expressão fria.

Fernanda levou um susto, soltou a mão de Nadia e correu como uma lebre para a saída.

Nadia ficou aturdida por um momento, mas logo começou a sair também, sendo interrompida pela voz de Olavo.

"Vem comigo no carro, preciso falar com você."

Nadia continuou andando: "Não precisa, vou com o Sr. Caminha."

Olavo esfregou a testa: "Nadia, por favor, escute. Tenho algo muito importante a te dizer. Algo que envolve nosso futuro juntos."

Os passos dela diminuíram, e Nadia virou-se para olhá-lo, sentindo uma mistura de emoções.

Ela sabia que essa sensação era de compaixão e ternura, que se manifestava no corpo como uma rendição.

Entrando no carro, Olavo deu partida e saiu lentamente do hotel.

Quando já estavam longe, Nadia, sentada no banco do passageiro, mexia nos dedos e virou-se para ele: "Você disse que tinha algo importante para me contar, o que é?"

Olavo esboçou um sorriso: "Tão impaciente?"

Nadia revirou os olhos, a compaixão e ternura que sentia desapareceram rapidamente, e ela perguntou com os dentes cerrados: "Você está me enganando?"

"Tem um carro nos seguindo de maneira estranha, vou acelerar para despistá-lo."

Nadia ficou alarmada e, instintivamente, olhou pelo retrovisor.

Olavo explicou que a intenção dele era evitar que ela ficasse preocupada, mas acabou causando o efeito contrário.

"Não se preocupe, confie em mim."

Apesar das palavras tranquilizadoras, o coração de Nadia estava na garganta, e ela viu pelo retrovisor que o carro atrás deles mantinha uma distância constante.

Em meio à tensão, o telefone tocou.

Era uma chamada de Fernanda.

Nadia atendeu rapidamente, "Alô?"

"Nadia, você e o Sr. Ramos estão bem? Aconteceu algo estranho?"

Nadia respirou com dificuldade, "Sim."

Fernanda exclamou surpresa, "Também tem um carro estranho seguindo vocês?"

O quê?!

Fernanda e sua companhia também estavam sendo seguidos por alguém?

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