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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1240

Durante todo o preparo do jantar, as duas conversaram apenas sobre receitas e truques culinários.

Heloísa não deu uma única palavra sobre o casamento de Naiara.

Ela sabia muito bem que o nome "Afonso" era o gatilho mais sensível no coração da jovem naquele momento.

Naiara não era tola. Percebendo que Heloísa evitava propositalmente os assuntos dolorosos, sentiu sua afeição por aquela madrasta crescer cada vez mais.

Quando o jantar ficou pronto, Heloísa foi até o escritório chamar pai e filho para a mesa.

Cássio olhou para a mesa farta e abriu um sorriso.

— Mãe, já faz muito tempo que a senhora não prepara tantos pratos assim.

Heloísa desamarrou o laço do avental nas costas de Naiara e lançou um olhar significativo para Magnus.

— Você guardou essa garrafa de vinho a sete chaves por todos esses anos e nunca teve coragem de abrir. Finalmente resolveu aproveitá-la hoje?

— Hoje é um dia de alegria — respondeu o General Magnus, com um tom imponente, mas suave. — Nossa família está reunida. Essa garrafa finalmente encontrou o seu propósito.

Cássio cedeu voluntariamente o lugar ao lado do pai para a irmã.

— Eu acompanho o pai na bebida.

Naiara sentou-se ao lado de Magnus.

— Pai, não beba demais.

Magnus acariciou a bochecha da filha com carinho.

— Você emagreceu desde a última vez que nos vimos, não foi?

A pele macia dela contrastou com a aspereza das mãos calejadas do general. Uma pontada de compaixão pelo pai apertou o coração de Naiara.

— O senhor deve estar lembrando errado, pai. Eu até ganhei um pouco de peso desde a última vez.

— Espero mesmo que eu esteja errado — resmungou Magnus, fechando a cara. — Se eu descobrir que a família Xavier não está cuidando bem de você, eu derrubo o teto daquela mansão.

Naiara deu um sorriso repreensivo.

— Lá vem o senhor de novo.

O jeito que seu pai tinha de demonstrar amor por ela era sempre assim, dominador e superprotetor.

Naiara mal havia pegado os talheres quando seu celular tocou.

Era Henrique Xavier.

Naiara sentiu um aperto no peito.

Com Afonso ausente, e após as trágicas perdas do tio Eduardo e de Felícia, a Mansão Xavier havia ficado assustadoramente vazia. Embora Bento e Natália trouxessem um pouco de alegria, não era a mesma coisa. Sempre que Naiara chegava em casa, Henrique demonstrava uma felicidade genuína.

Ela sabia que o sogro a considerava como uma verdadeira filha.

— Guarde as costelinhas para mim, pai. Eu como de ceia quando chegar.

— Está bem. Mas peça para o seu irmão acompanhá-la na volta, não venha sozinha.

— Pode deixar. Não se esqueça de jantar direito, pai.

— Eu sei, eu sei.

Assim que ela desligou, três pares de olhos estavam cravados nela.

— O que esse velho dos Xavier está querendo? — resmungou Magnus. — Minha própria filha está jantando na minha casa e ele fica aí tagarelando sem parar.

Lembrando-se do tio Eduardo, Naiara sentiu um gosto amargo na boca.

— O tio Eduardo acompanhou o meu sogro a vida inteira. A partida dele foi muito repentina. Por fora o senhor Henrique parece calmo, mas por dentro ele está sofrendo demais.

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