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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 454

Mesmo que ela tivesse errado, ele era seu filho! Deveria ser compreensivo. Como podia guardar tanto ressentimento?

Os guarda-costas de Gustavo intervieram:

— Senhora, pedimos que se retire.

A Sra. Goulart sentiu-se profundamente humilhada. Não querendo perder ainda mais a pose na frente de Giovanna, ela não teve outra escolha a não ser ir embora.

O corpo de Gustavo ainda não havia se recuperado. Assim que a tensão se dissipou, a exaustão o dominou e ele acabou desabando no chão, fraco.

Giovanna correu até ele e o ajudou a voltar para a cama.

Ele segurou a mão dela e perguntou em um sussurro:

— Giovanna, você tem medo?

— Medo de quê? — perguntou ela, o olhar transbordando de compaixão.

— De que a minha mãe seja uma pessoa sem nenhum escrúpulo. Isso te assusta?

Com infinita ternura, Giovanna respondeu:

— Não tenho medo, Gustavo. Se ela te atacar, eu te protejo.

Com tudo o que havia vivido, ela havia aprendido que fugir não adiantava nada.

De agora em diante, ela seria forte. Iria proteger a si mesma e a Gustavo.

Gustavo continuou:

— E você vai se decepcionar comigo?

— Como assim? — ela perguntou, perplexa.

— Todos esperam que eu seja invencível, o escudo da Família Goulart. E se, um dia, eu não for mais tão forte?

Giovanna quase podia visualizar o peso sufocante que ele carregara durante toda a infância.

Os pais dele pareciam ser o tipo de pessoa que fugia das responsabilidades, focados apenas na própria satisfação, pouco se importando com os outros. Gustavo foi obrigado a amadurecer à força.

Como alguém que crescera sem o amparo dos pais, ela também precisou depender de si mesma para tudo. Mais do que ninguém, conhecia a angústia e a vulnerabilidade de não ter ninguém em quem se apoiar.

Ela sabia que Gustavo jamais diria aquelas palavras em circunstâncias normais. Só o estava fazendo porque estava física e emocionalmente esgotado, revelando seu coração desnudo.

Reprimindo a vontade de chorar, ela beijou gentilmente a bochecha dele:

— Não me importa quem você seja, não me importa se é forte ou não. Gustavo, eu nunca vou te abandonar.

*

Uma semana depois, a Sra. Goulart foi procurar Gustavo na empresa novamente.

Ela achava que o filho se recusaria a vê-la, mas, para sua surpresa, ele permitiu sua entrada no escritório.

Um sentimento de triunfo a invadiu.

O rosto da Sra. Goulart empalideceu de cólera.

Ela atirou a pasta na mesa, furiosa:

— Gustavo, você enlouqueceu! Eu quero que a Paloma case com você, e não que vire sua irmã!

Completamente sereno diante da fúria dela, Gustavo respondeu:

— Por que tanta raiva, Sra. Goulart? Como filha da Família Goulart, a Paloma não se tornaria parte da nossa casa da mesma forma? Além disso, a senhora poderia se dedicar inteiramente a recompensá-la e tratá-la bem, não é mesmo?

Sem argumentos, ela se exaltou:

— De qualquer jeito, eu não aceito isso! Gustavo, como você ainda está de cabeça quente, não vou mais discutir esse assunto com você agora.

E virou-se para sair.

Porém, Gustavo disparou às costas dela:

— Não me importa se a senhora aceita ou não. A partir de amanhã, informarei à Paloma sobre os encontros. Como o irmão dela, eu preciso cuidar do seu futuro.

A Sra. Goulart quase desmaiou de tanta indignação.

O próprio filho usava a mesma tática implacável que aplicava nos negócios contra ela!

Que maravilha de filho ela havia criado!

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