Giovanna parou, perplexa, e perguntou:
— Por quê? Nós somos marido e mulher. Gustavo, eu posso...
Lutando para manter a lucidez, Gustavo respondeu com esforço:
— Giovanna, tenho medo de te machucar enquanto não estou no controle de mim mesmo. Se eu te ferir, nunca vou me perdoar. O médico já está chegando. Por favor, saia primeiro.
Os olhos de Giovanna marejaram.
Acontecesse o que acontecesse, Gustavo sempre colocava o bem-estar físico e emocional dela acima de tudo.
Dez minutos depois, o médico da família chegou.
Ao ver que os olhos do Sr. Gustavo estavam injetados e seu corpo tenso como se suportasse uma agonia extrema, o médico ficou confuso.
Se a Srta. Giovanna estava ali, por que o Sr. Gustavo precisava suportar tudo aquilo?
Ele administrou um sedativo e em seguida se retirou.
Giovanna pegou as roupas limpas que Renan havia trazido e ajudou Gustavo a se trocar.
Ainda com a respiração ofegante, a voz de Gustavo saiu rouca:
— Giovanna, eu quero te abraçar.
Ela terminou de abotoar a camisa dele e o envolveu em um abraço apertado.
Como ele não disse nada, ela apenas permaneceu em silêncio, oferecendo sua companhia.
Após um longo tempo, ela o ouviu falar, a voz carregada de uma solidão cortante:
— Minha mãe e minha avó se uniram contra mim.
Ele acreditava que a mãe e a avó se limitariam a pressioná-lo verbalmente a casar com Paloma. Jamais imaginou que chegassem ao ponto de usar uma droga tão baixa.
O peito de Giovanna doeu como se tivesse sido espetado.
A sensação de ser traído pela própria família devia ser devastadora.
Dona Gomes e a Sra. Goulart ficaram surpresas ao ver Paloma voltar com os olhos vermelhos e inchados.
— Você não entrou no quarto?
Paloma abaixou a cabeça, humilhada:
— O Gustavo me expulsou, e os seguranças dele ficaram vigiando a porta.
A Sra. Goulart franziu a testa:
— Então ele está sozinho agora?
Paloma rangeu os dentes:
— A Giovanna entrou.
Dona Gomes vociferou:
— Aquela Giovanna é mesmo uma desavergonhada!
A Sra. Goulart começou a se preocupar. Se o plano tivesse funcionado, a fúria posterior de Gustavo seria suportável.
Mas como tudo havia falhado, e agora o filho a odiaria, a aposta já não parecia tão vantajosa.
Mas a indignação logo voltou:
— Quem lhe deu o direito de apontar o dedo para mim? Saia da frente, eu vim ver o Gustavo.
O tom de Giovanna era gélido:
— Ele é o meu homem. A senhora o machucou. Não me importa se é a mãe dele, não vou deixar a senhora entrar.
Até então, era sempre Gustavo quem a protegia. Agora, ela faria de tudo para protegê-lo.
Alguém capaz de feri-lo daquela forma não era digna de ser chamada de mãe.
— Que palhaçada! — A Sra. Goulart avançou, empurrando-a com força.
Giovanna cambaleou um passo para trás.
Nesse exato momento, a voz glacial de Gustavo soou às suas costas:
— A Sra. Goulart madrugou para discutir comigo o que aconteceu ontem à noite?
A Sra. Goulart não esperava ser tratada com tanta formalidade e frieza. O sangue fugiu de seu rosto e ela o olhou, estarrecida:
— Gustavo, você me culpa? Mas tudo o que fiz foi para o seu próprio bem.
A expressão dele estava vazia de qualquer emoção, como se observasse uma completa estranha:
— Eu sou um ser humano, não um animal reprodutor. Sra. Goulart, a senhora não é bem-vinda aqui. Por favor, vá embora.
Ouvir aquelas palavras impiedosas fez com que o corpo da Sra. Goulart tremesse de tristeza e revolta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......