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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 416

Giovanna perguntou: — Mas o Renan não disse que o carro da frente não tinha placa da Capital?

— Todos eles trocaram as placas, justamente para incriminar outras pessoas. Os capangas da Melissa disseram que vieram de Cidade Nova, a mando da Sra. Albuquerque. Já os da Sabrina disseram que seguiam ordens da minha mãe. Só depois de sofrerem um pouco é que confessaram a verdade.

Giovanna ficou em silêncio.

Ela pensou consigo mesma como a lógica daquelas duas era assustadoramente idêntica.

— Do lado da Sabrina, eu mesma quero cuidar disso — disse Giovanna. — Quanto à Melissa...

Ela sabia que aquele assunto envolvia a Família Monteiro, algo que fugia do seu controle.

— A Sra. Monteiro me prometeu que ficaria de olho na Melissa — respondeu Gustavo. — Já que ela não cumpriu com a palavra, também não vou pegar leve.

Lembrando-se da surra que ele havia levado antes, Giovanna demonstrou preocupação: — E o seu pai não vai ficar bravo?

— Eu tive uma parcela de culpa no derrame do tio Monteiro, por isso me submeti voluntariamente àquela punição. Além disso, depois de levar aquela surra, a Família Monteiro perdeu qualquer direito de usar a moralidade para me acusar de ser implacável. Agora que eles continuam a mimar e encobrir os erros da Melissa repetidamente, não importa o que eu faça, ninguém poderá dizer nada.

Às sete da noite do dia seguinte, Gustavo foi até a casa da Família Monteiro.

Após sofrer o derrame, o pai de Melissa, Jorge Monteiro, passou a depender de uma cadeira de rodas e sua fala havia se tornado muito lenta. Incapaz de administrar o Grupo Monteiro, a empresa foi temporariamente assumida por seu irmão mais novo.

A Sra. Monteiro também ocupava o cargo de vice-presidente na empresa e, àquela hora, ainda não havia voltado do trabalho.

Melissa estava trancada no terceiro andar, vigiada constantemente por um psiquiatra e uma cuidadora.

Quando Gustavo chegou, a cuidadora estava dando comida na boca de Jorge.

Ao vê-lo se aproximar, Jorge chamou com dificuldade: — Gu... stavo.

Gustavo cumprimentou-o com um "tio Monteiro" e, em seguida, serviu-lhe um copo de água.

Jorge balançou a cabeça para a cuidadora.

A cuidadora limpou a boca dele, pegou a bandeja de comida e se retirou.

Sentando-se ao lado dele, Gustavo perguntou: — Como está a sua saúde?

Jorge sempre teve muita clareza de que, sem a ajuda de Gustavo, suas próprias capacidades jamais seriam suficientes para manter o Grupo Monteiro na posição de destaque em que se encontrava.

Após um longo tempo, Jorge perguntou, desamparado: — Então, o que você quer que eu faça? Gustavo, ela é a minha única filha, não posso deixar que ela sofra nenhum mal.

Gustavo respondeu com um tom indiferente: — Mande-a para o exterior. Ela estará proibida de voltar para a Capital. Além disso, as pessoas que ficarão ao lado dela deverão ser escolhidas por mim.

As babás e guarda-costas da Família Monteiro só obedeciam a Melissa, sendo completamente incapazes de controlar os surtos daquela senhorita.

Jorge sabia que, ao fazer isso, sua filha definitivamente enlouqueceria.

Porém, pelo bem do futuro dela, não lhe restou escolha a não ser aceitar: — Tudo bem. Mas você também precisa me prometer que vai ajudar a Melissa a proteger as ações e os bens que eu deixarei para ela.

— Sem problemas.

Gustavo já havia instruído Renan a selecionar dois guarda-costas e uma cuidadora para acompanharem Melissa até o País Y.

Sem sequer entender o que estava acontecendo, Melissa foi trazida para o andar de baixo.

Ao avistar Gustavo, ela, inicialmente empolgada, tentou correr para abraçá-lo, mas foi bloqueada por um dos guarda-costas.

Enfurecida, ela gritou: — Sai da frente!

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