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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 407

Ao vê-la, o rosto de Lucrécia se iluminou com um sorriso: — A Giovanna chegou! Você está se vestindo de forma muito mais elegante e moderna do que antes. Eu já tinha te falado, as mulheres precisam se arrumar mais enquanto são jovens. Qual a graça de se arrumar quando se está velha?

Giovanna entregou o presente: — Tia Lucrécia, feliz casamento.

Lucrécia agradeceu feliz, abriu a caixa de presente e, ao ver que eram braceletes requintados e de bom peso, os colocou imediatamente, exalando alegria.

Ela segurou as mãos de Giovanna: — Eu adorei. Os seus presentes sempre são os que mais me agradam.

Olívia fez uma careta ao lado: — O gosto da Giovanna para presentes é tão sem graça. Por que você está tão feliz?

Lucrécia a fuzilou com os olhos: — Hoje é o meu grande dia. Se você me deixar infeliz, eu só vou ter que te fazer infeliz também! Eu sei muito mais sobre os podres da sua família do que você imagina.

Olívia nunca conseguia vencer uma discussão com a irmã mais nova e simplesmente calou a boca.

Giovanna tratou Olívia como se ela fosse invisível e disse a Lucrécia: — Então vou voltar para a minha mesa.

— Está bem — Lucrécia despediu-se relutantemente dela.

Virando-se para Olívia, Lucrécia exibiu uma expressão de pura decepção e deboche:

— Até quando te dão uma nora que parece uma fada, você não sabe dar valor. Você encheu tanto o saco que afugentou a nora, com certeza o seu filho vai te cobrar por isso depois.

Se ela tivesse uma nora tão linda, inteligente e gentil, faria questão de levá-la para todo lado e se exibir.

Olívia bufou friamente: — Ela só tem um rostinho bonito. O Lucas é tão maravilhoso que é uma bênção para ela que ele a tenha escolhido.

Lucrécia, percebendo que era impossível dialogar com ela, a ignorou e continuou a tirar fotos românticas com o marido.

Quando Lucas entrou no salão de banquetes, seus olhos encontraram Giovanna e os cantos de seus lábios se curvaram em um sorriso involuntário.

Ele se aproximou e sentou-se ao lado de Giovanna.

Ela não lhe deu a menor atenção.

Lucas, agindo com extrema naturalidade, serviu água para ela e não esqueceu de avisar num tom suave: — Depois que a cerimônia terminar, a gente vai lá tirar umas fotos com a titia, tá bom, meu amor?

Giovanna continuou sem responder, uma estátua de gelo impenetrável.

Lucas sorriu afetuosamente e começou a conversar com alguém da mesma idade ao lado.

Nessa mesa havia vários jovens mestiços, muito bonitos, todos primos do marido de Lucrécia.

Lucas não sentiu o menor pingo de ciúme. Na visão dele, Giovanna jamais olharia para essas pessoas, então não havia com o que se preocupar.

A voz do mestre de cerimônias ecoou, e a atenção de Giovanna foi atraída.

Lucas foi atrás dela e, com um sorriso dócil, disse a Lucrécia: — Titia, a minha Giovanna não precisa se preocupar com isso.

Lucrécia respondeu de propósito: — E quem disse que as pessoas só se casam uma vez na vida? Giovanna, vem logo pegar o buquê!

Giovanna assentiu e juntou-se ao grupo de mulheres que disputavam o arranjo de flores.

O marido de Lucrécia ajudou a arrumar o cabelo dela com um gesto incrivelmente terno.

Olívia observava friamente, mas sentia um amargor inexplicável no coração. A última vez que vira o marido havia sido uns dois meses atrás, em frente ao balcão de uma marca de luxo, comprando uma bolsa de couro para a assistente.

Naquela loja cheia de pessoas, para manter as aparências, ela engoliu a humilhação e não fez um escândalo.

Há algum tempo, Letícia havia passado por uma cirurgia de mama. Quando Olívia foi visitá-la, aproveitou para fazer exames. O médico recomendou que ela mantivesse o bom humor, caso contrário, poderia acabar precisando de uma cirurgia de mama também.

Ao ver Lucrécia saudável e radiante, ela amaldiçoou mentalmente: "Realmente, só mulheres sem escrúpulos e que não ligam para a família conseguem ter uma vida tão boa."

Giovanna pegou o buquê.

As pessoas ao redor aplaudiram.

No entanto, Lucas ficou com uma expressão descontente, sentindo, do fundo de sua convicção possessiva, que aquilo não era um bom presságio.

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