— Nossa menina torceu o pé na escola, vou levá-la ao hospital para dar uma olhada. — Gustavo Goulart disse com um tom indiferente.
O professor de educação física ao lado ficou imediatamente tenso e tentou se explicar:
— Sr. Gustavo, eu não sabia que ela realmente tinha torcido o pé. Como ela mentiu da última vez, eu acabei achando que...
Gustavo lançou-lhe um olhar gélido.
O professor calou a boca na mesma hora, perdendo até mesmo a coragem de encará-lo.
Gustavo virou-se para Miriam, que estava ao seu lado:
— Já solicitou as imagens das câmeras de segurança? Aqueles alunos que fizeram bullying com a Clara, já foram todos identificados?
O diretor da escola interveio apressadamente:
— Não é para tanto, foi apenas uma brincadeira de criança...
— Apenas uma brincadeira? — Gustavo questionou, o tom perigoso.
Miriam respondeu:
— Sr. Gustavo, já estou com as imagens. Devemos chamar a polícia?
Ao ver crianças muito maiores intimidando Clara, Miriam também quase explodiu de raiva. Sendo mãe, era impossível ver uma cena daquelas e não se colocar no lugar da criança. Se fosse o filho dela sendo humilhado daquele jeito, ela nem conseguia imaginar do que seria capaz de fazer.
Gustavo voltou o olhar para o diretor:
— Sou um homem que guarda muito rancor. Você decide: ou chama os pais dessas crianças aqui agora para resolvermos isso, ou eu chamo a polícia.
O diretor enxugou o suor que escorria pela testa e ordenou imediatamente que o professor responsável ligasse para os pais dos alunos encrenqueiros.
Um dos meninos se chamava Peri. Como seus pais não podiam comparecer, quem apareceu foi o tio do garoto. Ele reclamou com o diretor, visivelmente insatisfeito:
— Meu sobrinho estava só brincando com a menina, e vocês vêm colocar o rótulo de bullying nele? Vocês têm ideia do impacto que isso pode ter na saúde mental de uma criança? Não quero saber, vocês têm que fazer a outra parte nos pedir desculpas.
Ele já sabia, através do sobrinho, que a tal Clara vinha de uma família muito humilde, por isso não deu a menor importância a ela ou aos seus responsáveis.
O diretor hesitou, sem saber como explicar a situação, mas Gustavo tomou a frente:
— A nossa menina é quem sofre a agressão, e nós é que precisamos pedir desculpas? Essa é nova para mim.
O tio de Peri era dono de uma empresa pequena e não fazia ideia de quem era Gustavo, mantendo sua postura arrogante.
— Obrigada, irmãozão.
Gustavo levou Clara para fazer exames no hospital. Terminada a avaliação, ele a carregou nas costas novamente e a levou para casa. Ele não voltou para a empresa, optando por ficar e fazer companhia a ela.
Embora não tivesse experiência em cuidar de crianças, ele também tinha uma irmã mais nova. Ele ainda lembrava bem das coisas que Lourdes Goulart gostava quando pequena.
— Você pode assistir TV ou brincar com o Arroz. Tem leite, suco e bolinhos na geladeira, pode pegar o que quiser. Quando sua irmã sair do trabalho, ela vem te buscar. Vou para o escritório trabalhar, se precisar de qualquer coisa, é só me chamar.
Clara assentiu, obediente:
— Tá bom, obrigada, irmãozão.
Gustavo achou que ela estava sendo excessivamente formal e educada, e a corrigiu:
— Não precisa me agradecer. Eu também sou família da Clara.
Clara lembrou-se de quando ele disse que se casaria com a irmã dela, e, muito esperta, corrigiu rapidamente:
— Uhum, já entendi, cunhado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......