Giovanna se aproximou, pegou o copo de água da mão dele e perguntou:
— Gustavo, você está bem?
Os lábios de Gustavo ainda estavam muito pálidos, mas ele abriu um leve sorriso.
— Estou bem.
Ele fez uma pausa e baixou os olhos, falando com uma doçura carregada de remorso:
— Me desculpe por não ter salvo você primeiro.
O fato de ele ter escolhido salvar Melissa no início a havia deixado genuinamente triste.
Contudo, bastava lembrar que ele correu sem hesitar para protegê-la com o próprio corpo que toda a raiva desaparecia.
Em meio àquele incêndio imenso, ele com certeza estava disposto a morrer ao lado dela.
Ela não tinha mais motivos para culpá-lo.
— Não fale sobre isso agora. Apenas descanse.
Com as costas tomadas por ferimentos, ele não podia deitar de barriga para cima; precisava dormir de bruços e sem cobertor.
Giovanna pegou o controle remoto, ajustou a temperatura do aquecedor e sentou-se ao lado dele para lhe fazer companhia.
Os dois permaneceram assim, em um silêncio tranquilo.
Tendo ela sentada ao seu lado, a dor no corpo de Gustavo parecia ter diminuído significativamente.
Aos poucos, ele acabou adormecendo.
Giovanna observou o rosto dele enquanto dormia, com um lampejo de pena passando por seus olhos.
À tarde, a Sra. Goulart e Lourdes Goulart chegaram à Cidade Nova em um jato particular.
Ao entrar no quarto e ver Giovanna, a expressão da Sra. Goulart azedou na mesma hora.
Algum tempo atrás, Dona Goulart havia retornado à Capital alegando não se sentir bem, exigindo que a nora cuidasse dela.
Quando a velha finalmente melhorou, a Sra. Goulart pensou que poderia voltar aos seus próprios afazeres.
Mas quem diria que a velha a acusaria de falta de cultura, dizendo que ela envergonhava a Família Goulart, e contrataria um professor, obrigando-a a estudar diariamente textos clássicos e cartilhas de etiqueta e moralidade.
O professor era extremamente rígido. Ela ficava tonta só de olhar para todos aqueles textos dia após dia, mas não tinha como escapar.
Foi apenas agora, com a hospitalização de Gustavo após o acidente, que ela conseguiu usar isso como desculpa para vir para cá.
— Todo mundo sabe o que é melhor para si mesmo. Você acha que me conhece melhor do que eu mesmo?
A Sra. Goulart sentiu o peito apertar de raiva, mas não conseguiu rebater.
Nesse momento, as vozes da Sra. Monteiro e de Melissa vieram do corredor fora do quarto.
A Sra. Goulart saiu do quarto e, vendo os seguranças barrando as duas, perguntou, insatisfeita:
— Quem mandou vocês bloquearem a passagem delas?
Os seguranças não tiveram escolha a não ser recuar.
Melissa avançou e agarrou-se à Sra. Goulart com dengo:
— Tia Zuleica, ainda bem que você chegou! A vovó e o Gustavo estão com um mal-entendido sobre mim e não me deixam entrar, mas eu estou morrendo de preocupação com o Gustavo.
Ela tinha ferimentos no pescoço e nas costas das mãos, o que encheu o coração da Sra. Goulart de pena.
— Não chore, Melissa. Já que vim para a Cidade Nova, pode ter certeza de que vou te dar todo o apoio.
Atrás dela, Lourdes não conseguiu evitar revirar os olhos. Sua mãe continuava sem nenhum senso crítico.
Toda vez que seu irmão se encontrava com Melissa, saía ferido, e mesmo assim sua mãe ainda tolerava a presença de Melissa ao lado dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......