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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 311

Gustavo abraçou Giovanna, usando as próprias costas para bloquear a maior parte dos destroços em chamas que caíam.

O terno dele pegou fogo instantaneamente, mas ele não a soltou. Pelo contrário, apertou Giovanna ainda mais em seus braços, protegendo-a.

Melissa congelou no lugar, olhando atônita enquanto ele, ignorando o próprio perigo, tirava Giovanna de lá.

Ele havia cumprido a promessa de salvá-la.

Mas, ainda assim, ela havia perdido para Giovanna.

Porque ela sabia que, naquele momento, Gustavo estava disposto a morrer junto com Giovanna.

Ao chegarem ao hospital, Gustavo já havia desmaiado.

A garganta de Giovanna ardia por ter inalado a fumaça espessa, e as costas de suas mãos tinham queimaduras, mas ela não apresentava outros ferimentos pelo corpo.

Ela observou Gustavo ser levado para a sala de emergência, com o olhar transbordando de preocupação.

— A culpa é toda sua, Giovanna! — gritou Melissa, furiosa. — Se não fosse por você, o Gustavo nunca teria se machucado tanto!

Giovanna virou-se, encarou-a friamente e, reunindo todas as suas forças, deu-lhe um tapa no rosto.

— Melissa, se você não tivesse mandado colocar fogo, o Gustavo estaria machucado? Você é a grande culpada de tudo isso!

Depois de gritar, a garganta de Giovanna doeu ainda mais.

Atingida, Melissa ferveu de raiva e tentou revidar, mas foi imediatamente contida pelos seguranças de Gustavo.

Ela fuzilava Giovanna com os olhos, exibindo uma expressão que já beirava a loucura.

— Você é uma desgraça! Por que você não morre?!

Giovanna foi escoltada por seguranças e enfermeiras para tratar de seus ferimentos, enquanto Melissa foi imobilizada no chão, incapaz de se aproximar dela.

Meia hora depois, a Sra. Monteiro e a Dona Goulart chegaram às pressas.

Ao ver Melissa em um estado deplorável, sendo contida contra o chão, a Sra. Monteiro sentiu um aperto no coração e exigiu:

— Soltem-na! Larguem a minha Melissa agora!

Assim que os seguranças a soltaram, Melissa voltou a gritar histericamente:

— Mãe, a Giovanna machucou o Gustavo! Vai lá acabar com ela!

Ao ouvir do segurança que Gustavo estava gravemente ferido, Dona Goulart estremeceu de imediato, quase perdendo o equilíbrio.

— Dona Goulart, por que dizer palavras tão duras? A Melissa está doente. Toda vez que ela machuca o Gustavo sem querer, ela sofre muito e se arrepende. Não a culpe. Além disso, a responsabilidade por esse acidente pode muito bem ser da Giovanna, e não ter nada a ver com a Melissa.

Dona Goulart deu um riso frio.

— Não me venha com desculpas bonitas. Não acredito em uma só palavra sua. Enfim, vão embora agora mesmo e não atrapalhem o descanso do Gustavo.

Dito isso, ordenou aos seguranças que as impedissem de passar.

A Sra. Monteiro e Melissa foram barradas na porta do quarto. Ambas estavam com expressões péssimas, mas não podiam fazer nada a respeito.

Quando Giovanna foi ver Gustavo, ele já havia acordado e estava recostado debilmente na cabeceira, bebendo água.

Dona Goulart estava sentada ao lado, com os olhos vermelhos, olhando-o com pesar.

Ao ver Giovanna entrar, Dona Goulart se levantou.

— Giovanna, converse um pouco com ele. As costas dele estão muito machucadas, o efeito da anestesia já passou e com certeza está doendo bastante. Fique aqui e faça companhia a ele.

Ela sabia que o neto tinha pose de durão, mas um coração mole. Ele gostava de Giovanna, mas se recusava a admitir.

"Ai, ai, nem para usar os ferimentos a seu favor para ganhar a simpatia dela ele serve. Que cabeça dura," pensou a avó.

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