Gustavo abraçou Giovanna, usando as próprias costas para bloquear a maior parte dos destroços em chamas que caíam.
O terno dele pegou fogo instantaneamente, mas ele não a soltou. Pelo contrário, apertou Giovanna ainda mais em seus braços, protegendo-a.
Melissa congelou no lugar, olhando atônita enquanto ele, ignorando o próprio perigo, tirava Giovanna de lá.
Ele havia cumprido a promessa de salvá-la.
Mas, ainda assim, ela havia perdido para Giovanna.
Porque ela sabia que, naquele momento, Gustavo estava disposto a morrer junto com Giovanna.
Ao chegarem ao hospital, Gustavo já havia desmaiado.
A garganta de Giovanna ardia por ter inalado a fumaça espessa, e as costas de suas mãos tinham queimaduras, mas ela não apresentava outros ferimentos pelo corpo.
Ela observou Gustavo ser levado para a sala de emergência, com o olhar transbordando de preocupação.
— A culpa é toda sua, Giovanna! — gritou Melissa, furiosa. — Se não fosse por você, o Gustavo nunca teria se machucado tanto!
Giovanna virou-se, encarou-a friamente e, reunindo todas as suas forças, deu-lhe um tapa no rosto.
— Melissa, se você não tivesse mandado colocar fogo, o Gustavo estaria machucado? Você é a grande culpada de tudo isso!
Depois de gritar, a garganta de Giovanna doeu ainda mais.
Atingida, Melissa ferveu de raiva e tentou revidar, mas foi imediatamente contida pelos seguranças de Gustavo.
Ela fuzilava Giovanna com os olhos, exibindo uma expressão que já beirava a loucura.
— Você é uma desgraça! Por que você não morre?!
Giovanna foi escoltada por seguranças e enfermeiras para tratar de seus ferimentos, enquanto Melissa foi imobilizada no chão, incapaz de se aproximar dela.
Meia hora depois, a Sra. Monteiro e a Dona Goulart chegaram às pressas.
Ao ver Melissa em um estado deplorável, sendo contida contra o chão, a Sra. Monteiro sentiu um aperto no coração e exigiu:
— Soltem-na! Larguem a minha Melissa agora!
Assim que os seguranças a soltaram, Melissa voltou a gritar histericamente:
— Mãe, a Giovanna machucou o Gustavo! Vai lá acabar com ela!
Ao ouvir do segurança que Gustavo estava gravemente ferido, Dona Goulart estremeceu de imediato, quase perdendo o equilíbrio.
— Dona Goulart, por que dizer palavras tão duras? A Melissa está doente. Toda vez que ela machuca o Gustavo sem querer, ela sofre muito e se arrepende. Não a culpe. Além disso, a responsabilidade por esse acidente pode muito bem ser da Giovanna, e não ter nada a ver com a Melissa.
Dona Goulart deu um riso frio.
— Não me venha com desculpas bonitas. Não acredito em uma só palavra sua. Enfim, vão embora agora mesmo e não atrapalhem o descanso do Gustavo.
Dito isso, ordenou aos seguranças que as impedissem de passar.
A Sra. Monteiro e Melissa foram barradas na porta do quarto. Ambas estavam com expressões péssimas, mas não podiam fazer nada a respeito.
Quando Giovanna foi ver Gustavo, ele já havia acordado e estava recostado debilmente na cabeceira, bebendo água.
Dona Goulart estava sentada ao lado, com os olhos vermelhos, olhando-o com pesar.
Ao ver Giovanna entrar, Dona Goulart se levantou.
— Giovanna, converse um pouco com ele. As costas dele estão muito machucadas, o efeito da anestesia já passou e com certeza está doendo bastante. Fique aqui e faça companhia a ele.
Ela sabia que o neto tinha pose de durão, mas um coração mole. Ele gostava de Giovanna, mas se recusava a admitir.
"Ai, ai, nem para usar os ferimentos a seu favor para ganhar a simpatia dela ele serve. Que cabeça dura," pensou a avó.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......