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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 255

A cuidadora sentiu-se injustiçada.

Há poucos instantes ela havia oferecido água morna, e ele reclamara de estar fria. Agora que a servira mais quente, ele se queixava de que ela escaldava.

O senhor Albuquerque era deveras difícil de agradar.

Diante daquele gênio, lhe restava apenas se recolher num canto, cabisbaixa.

Mesmo após despejar sua raiva, o incômodo persistia no peito de Lucas.

Sua memória vagou até as épocas passadas, quando adoecia e era acolhido pelos cuidados gentis e zelosos de Giovanna. Como ela não se comparava àquela profissional estabanada e inapta.

Com a paciência no limite, efetuou nova ligação à Letícia.

— Letícia, você não disse que entraria em contato com a Giovanna para ela vir cuidar de mim?

Ele havia tentado contactá-la diretamente, mas ela não lhe deu ouvidos.

Conhecendo as habilidades de Letícia, só lhe cabia recorrer a ela.

Letícia rebateu num tom rude:

— Eu liguei, mas ela disse que não tem tempo. Aliás, não é nada grave. Descanse por um ou dois dias e retorne ao trabalho. E se quiser companhia, ligue para a Sabrina.

Lucas não saberia explicar o porquê, mas seu anseio repousava unicamente em ter a presença de Giovanna.

Resmungou, emburrado:

— Deixa para lá. Eu não quero a companhia de ninguém.

Finda a ligação, a perturbação no humor de Lucas se mantinha intocada. E ele, então, comandou à profissional:

— Me leve lá fora para tomar um ar.

Resignada, a cuidadora apoiou-o até a cadeira de rodas e guiou-o porta afora.

Ao transpor a ala de enfermagem, seus olhos cruzaram com um vulto conhecido.

Era Giovanna!

Ela definitivamente ainda se preocupava com ele; tanto que, no fim, viera vê-lo.

De imediato, exigiu à cuidadora:

— Alcance a mulher de vestido azul claro bem ali na frente.

Acontece que, perto do posto de enfermagem, havia duas mulheres envergando a mesma tonalidade celeste.

A cuidadora, concluindo ser aquela com os atributos mais generosos, conduziu a cadeira de rodas em sua direção.

Sem se dar conta da presença de Lucas, Giovanna conduziu a enfermeira para dentro do quarto de Gustavo.

A outra mulher, por sua vez, seguiu em rumo aos elevadores.

Ao perceber o equívoco na rota, Lucas berrou, exaurido:

— O que você está fazendo? Eu falei para ir atrás da outra de vestido azul claro.

Só então a moça percebeu o mal-entendido e refizeram o percurso.

Porém, a silhueta de Giovanna já havia desaparecido há muito.

Lucas trincou os dentes:

— Ela com certeza ainda está aqui. Me empurre, vamos checar os quartos, um por um.

Conformada com o destempero, a moça engoliu um suspiro interno e recomeçou a empurrá-lo.

A enfermeira removeu a agulha de Gustavo.

— Está com medo que ele te veja comigo? — sondou, camuflando tudo numa máscara de frieza.

Giovanna esmiuçou:

— Eu só não estou a fim de passar aborrecimentos. Você nem imagina... eu já pedi incontáveis vezes que cada um seguisse o seu rumo, mas ele se faz de desentendido. O comportamento dele chega a lembrar a senhorita Melissa, em toda sua teimosia paranoica e prepotência arrogante.

Um sorriso velado brotou na fisionomia de Gustavo, embalado pelo claro nojo que pairava sobre a figura de Lucas na mente dela.

Lucas parou em frente à porta semiaberta.

— Me empurre lá para dentro — decretou.

O coração da profissional retumbou perante os luxos inerentes às alas de categoria VIP.

Importunar figuras ilustres abrigadas ali poderia lhes render complicações inimagináveis.

Frente às ordens ríspidas de Lucas, curvar-se ainda era a conduta prudente.

O leito, contudo, revelou-se vazio.

Franzindo a testa e em vias de recolher-se, ele notou que a porta do banheiro estava cerrada.

Ele ordenou à cuidadora:

— Empurre a porta do banheiro.

No abrigo íntimo daquele cômodo, os pulmões de Giovanna se apertaram.

A essência daquela aproximação já era nula, mas a descoberta repentina de ambos num exíguo banheiro desenharia um contorno que nenhuma explicação poderia desmanchar.

Gustavo espelhou o nervosismo a sua frente, com seus lábios exibindo um leve e genuíno riso.

Distante da própria percepção, as mãos dela ainda enlaçavam Gustavo, num aperto denso e irredutível.

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