Diante disso, ela telefonou para o assistente de Gustavo.
— Senhorita Giovanna, o senhor Gustavo machucou a mão e está no hospital agora.
O coração de Giovanna deu um salto.
— Como ele se machucou? É muito grave?
— ... — O assistente hesitou por um breve momento antes de responder: — Hoje, a senhorita Melissa apareceu com uma faca afiada na mão, ameaçando o senhor Gustavo para que voltassem, caso contrário ela se mataria. Quando ele tentou tomar a faca dela, acabou com a palma da mão rasgada.
O relato gelou a espinha de Giovanna.
— Me mande o endereço do hospital.
Ao chegar lá, Giovanna viu Gustavo sentado numa enfermaria privativa, com a mão esquerda enfaixada e recebendo antibiótico na veia.
— Senhor Gustavo, você está bem?
Ao notá-la, ele abriu um sorriso.
— Estou bem.
O assistente, percebendo que os dois precisavam conversar, retirou-se de forma discreta, fechando a porta atrás de si.
Giovanna perguntou:
— Foi aquela senhorita Melissa que já veio te procurar nas outras vezes?
Gustavo assentiu:
— Eu já desfiz o nosso noivado, mas ela nunca conseguiu aceitar isso.
Giovanna manifestou preocupação:
— No estado em que a senhorita Melissa se encontra, ela não deveria ir a um psicólogo?
— O tio Monteiro e a tia já a levaram antes, mas ela se recusa a aceitar tratamento psicológico.
Sem nenhuma ideia melhor sobre o que fazer, Giovanna decidiu apenas ficar ali e cuidar dele.
Vendo que os lábios dele estavam um pouco secos, ela perguntou baixinho:
— Você quer beber água? Eu sirvo para você.
Gustavo murmurou em concordância.
Giovanna foi até a mesinha e despejou a água num copo.
Depois de ele beber, ela recolocou o copo na mesa.
De repente, o celular dele vibrou.
Ele pegou o aparelho, viu uma mensagem de trabalho e estava prestes a responder, mas sua mão esquerda enfaixada o impossibilitava de digitar como de costume.
Reparando na sua dificuldade, Giovanna se ofereceu:
— Quer que eu te ajude?
Gustavo estendeu-lhe o telefone.
Ao olhar a tela do WhatsApp dele, Giovanna percebeu que as conversas eram, em sua grande maioria, com altos executivos da empresa. E bem no topo, fixada, estava a sua própria foto de perfil.
Ela paralisou por uma fração de segundo.
Logo depois, fingindo que não notara nada demais, perguntou:
Gustavo acenou:
— Pode ser também.
Ela saiu em busca do assistente, mas o sujeito havia sumido e nem mesmo o segurança, que normalmente ficava na porta, estava à vista.
Sem alternativa, ela retornou ao quarto, dizendo, cheia de constrangimento:
— Eu ajudo você, vai.
Ele soltou um risinho brando.
— Desculpe o incômodo. Você só precisa segurar o suporte do soro para mim.
Ela arrastou a haste metálica até o banheiro, depois saiu e encostou a porta para lhe dar privacidade.
Ela permaneceu próxima, aguardando que ele terminasse. Só abriu a porta para conduzir o equipamento de volta quando ele indicou que estava pronto.
Durante todo o tempo, não teve sequer a coragem de levantar os olhos.
Vendo que ela estava encabulada, Gustavo evitou provocá-la, voltando a focar na leitura dos documentos no celular.
Dez minutos depois, notando que o líquido do soro estava no fim, Giovanna apertou a campainha, solicitando a presença de uma enfermeira para remover o acesso.
Mas como a enfermeira não aparecia, ela decidiu ir procurá-la pelo corredor.
Naquele mesmo momento, em um quarto distinto...
Lucas repousava na cama hospitalar, extremamente pálido, disparando sua irritação contra a cuidadora que o assistia.
— Tá querendo me queimar vivo? Não sabe servir água morna, não?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......