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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 254

Diante disso, ela telefonou para o assistente de Gustavo.

— Senhorita Giovanna, o senhor Gustavo machucou a mão e está no hospital agora.

O coração de Giovanna deu um salto.

— Como ele se machucou? É muito grave?

— ... — O assistente hesitou por um breve momento antes de responder: — Hoje, a senhorita Melissa apareceu com uma faca afiada na mão, ameaçando o senhor Gustavo para que voltassem, caso contrário ela se mataria. Quando ele tentou tomar a faca dela, acabou com a palma da mão rasgada.

O relato gelou a espinha de Giovanna.

— Me mande o endereço do hospital.

Ao chegar lá, Giovanna viu Gustavo sentado numa enfermaria privativa, com a mão esquerda enfaixada e recebendo antibiótico na veia.

— Senhor Gustavo, você está bem?

Ao notá-la, ele abriu um sorriso.

— Estou bem.

O assistente, percebendo que os dois precisavam conversar, retirou-se de forma discreta, fechando a porta atrás de si.

Giovanna perguntou:

— Foi aquela senhorita Melissa que já veio te procurar nas outras vezes?

Gustavo assentiu:

— Eu já desfiz o nosso noivado, mas ela nunca conseguiu aceitar isso.

Giovanna manifestou preocupação:

— No estado em que a senhorita Melissa se encontra, ela não deveria ir a um psicólogo?

— O tio Monteiro e a tia já a levaram antes, mas ela se recusa a aceitar tratamento psicológico.

Sem nenhuma ideia melhor sobre o que fazer, Giovanna decidiu apenas ficar ali e cuidar dele.

Vendo que os lábios dele estavam um pouco secos, ela perguntou baixinho:

— Você quer beber água? Eu sirvo para você.

Gustavo murmurou em concordância.

Giovanna foi até a mesinha e despejou a água num copo.

Depois de ele beber, ela recolocou o copo na mesa.

De repente, o celular dele vibrou.

Ele pegou o aparelho, viu uma mensagem de trabalho e estava prestes a responder, mas sua mão esquerda enfaixada o impossibilitava de digitar como de costume.

Reparando na sua dificuldade, Giovanna se ofereceu:

— Quer que eu te ajude?

Gustavo estendeu-lhe o telefone.

Ao olhar a tela do WhatsApp dele, Giovanna percebeu que as conversas eram, em sua grande maioria, com altos executivos da empresa. E bem no topo, fixada, estava a sua própria foto de perfil.

Ela paralisou por uma fração de segundo.

Logo depois, fingindo que não notara nada demais, perguntou:

Gustavo acenou:

— Pode ser também.

Ela saiu em busca do assistente, mas o sujeito havia sumido e nem mesmo o segurança, que normalmente ficava na porta, estava à vista.

Sem alternativa, ela retornou ao quarto, dizendo, cheia de constrangimento:

— Eu ajudo você, vai.

Ele soltou um risinho brando.

— Desculpe o incômodo. Você só precisa segurar o suporte do soro para mim.

Ela arrastou a haste metálica até o banheiro, depois saiu e encostou a porta para lhe dar privacidade.

Ela permaneceu próxima, aguardando que ele terminasse. Só abriu a porta para conduzir o equipamento de volta quando ele indicou que estava pronto.

Durante todo o tempo, não teve sequer a coragem de levantar os olhos.

Vendo que ela estava encabulada, Gustavo evitou provocá-la, voltando a focar na leitura dos documentos no celular.

Dez minutos depois, notando que o líquido do soro estava no fim, Giovanna apertou a campainha, solicitando a presença de uma enfermeira para remover o acesso.

Mas como a enfermeira não aparecia, ela decidiu ir procurá-la pelo corredor.

Naquele mesmo momento, em um quarto distinto...

Lucas repousava na cama hospitalar, extremamente pálido, disparando sua irritação contra a cuidadora que o assistia.

— Tá querendo me queimar vivo? Não sabe servir água morna, não?

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