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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 211

Giovanna puxou o pulso instintivamente, mas Gustavo o apertou ainda mais.

Ela ergueu o olhar e deparou-se com os olhos escuros e penetrantes dele.

— Sr. Gustavo...

A voz de Paloma no celular sumiu de repente.

Os cílios de Giovanna tremeram de leve.

Com medo de que Paloma ouvisse e entendesse mal, ela preferiu não dizer mais nada.

A força com que Gustavo segurava seu pulso diminuiu um pouco. Mas a ponta áspera de seus dedos continuava a acariciar a pele fina de seu braço.

O corpo dela estremeceu por puro instinto, e um rubor leve tingiu suas bochechas.

— Giovanna.

A voz dele soou rouca.

A pele dela era muito clara, e a umidade em seus olhos lhe conferia uma beleza frágil e quase etérea.

Os olhos profundos dele a encaravam sem piscar.

Como se o olhar dele a queimasse, ela voltou a abaixar a cabeça.

Seu coração batia rápido, rápido demais.

Ele desligou a chamada, mas continuou sem soltá-la.

Giovanna se debateu um pouco, sem conseguir libertar o pulso. A palma da mão de Gustavo parecia um ferro em brasa, e a força era tanta que parecia capaz de deixar marcas em sua pele.

De repente, ele afrouxou o aperto e se inclinou para perto.

Ao sentir o aroma gélido que emanava dele, o coração dela pareceu que ia saltar pela boca.

Lembrando-se da ligação de Paloma, Giovanna tirou forças de onde não tinha e o empurrou.

— Você não pode me beijar.

Ambos congelaram.

A mente de Giovanna ficou em branco, incapaz de formular qualquer palavra.

Gustavo franziu a testa, claramente também sem entender o motivo de sua própria e repentina perda de controle.

Sua expressão logo voltou à habitual indiferença, e seus dedos longos afagaram levemente a cabeça do Arroz.

— Eu só queria abraçar o Arroz.

Embora, há poucos segundos, ele de fato tivesse tido o impulso de beijá-la.

No entanto, ele agia com tamanha naturalidade que fazia parecer que ela estava imaginando coisas.

Só então Giovanna percebeu que havia entendido tudo errado, e seu rosto ficou ainda mais vermelho.

— Desculpe, vou devolver o Arroz para você agora mesmo.

Ele deu uma risada baixa, os olhos escuros ardendo com um brilho intenso, e o tom de voz carregava um quê de displicência.

— Eu cuido dela por causa do meu irmão. O que você está imaginando?

Giovanna ficou paralisada.

Ele estava se explicando para ela.

Gustavo continuou:

— Se fosse para rolar algo entre mim e ela, já teria rolado há muito tempo. Você acha que eu, Gustavo, ligo para a opinião dos outros?

Ela o encarou, atônita.

Aos poucos, as coisas começaram a fazer sentido em sua mente.

Até aquele momento, ela nunca havia presenciado nenhuma intimidade real entre Gustavo e Paloma. Tudo poderia ser apenas uma encenação da própria Paloma, querendo fazê-la recuar.

Fazia sentido. Se Paloma e Gustavo realmente estivessem juntos, não haveria motivo para ela nutrir tanta hostilidade gratuita.

Ao processar essa realidade, o aperto sufocante que sentia no peito finalmente se dissipou, restando apenas um silêncio gélido em sua mente.

Porém, a situação ainda assim era estranha. Dada a natureza da relação dela com Gustavo, fazer aquele tipo de pergunta também não era exatamente apropriado.

Afinal, ela não era sua...

Quando a palavra "namorada" surgiu em seus pensamentos, ela mordeu o lábio instintivamente, sepultando o termo antes que tomasse forma.

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