Giovanna puxou o pulso instintivamente, mas Gustavo o apertou ainda mais.
Ela ergueu o olhar e deparou-se com os olhos escuros e penetrantes dele.
— Sr. Gustavo...
A voz de Paloma no celular sumiu de repente.
Os cílios de Giovanna tremeram de leve.
Com medo de que Paloma ouvisse e entendesse mal, ela preferiu não dizer mais nada.
A força com que Gustavo segurava seu pulso diminuiu um pouco. Mas a ponta áspera de seus dedos continuava a acariciar a pele fina de seu braço.
O corpo dela estremeceu por puro instinto, e um rubor leve tingiu suas bochechas.
— Giovanna.
A voz dele soou rouca.
A pele dela era muito clara, e a umidade em seus olhos lhe conferia uma beleza frágil e quase etérea.
Os olhos profundos dele a encaravam sem piscar.
Como se o olhar dele a queimasse, ela voltou a abaixar a cabeça.
Seu coração batia rápido, rápido demais.
Ele desligou a chamada, mas continuou sem soltá-la.
Giovanna se debateu um pouco, sem conseguir libertar o pulso. A palma da mão de Gustavo parecia um ferro em brasa, e a força era tanta que parecia capaz de deixar marcas em sua pele.
De repente, ele afrouxou o aperto e se inclinou para perto.
Ao sentir o aroma gélido que emanava dele, o coração dela pareceu que ia saltar pela boca.
Lembrando-se da ligação de Paloma, Giovanna tirou forças de onde não tinha e o empurrou.
— Você não pode me beijar.
Ambos congelaram.
A mente de Giovanna ficou em branco, incapaz de formular qualquer palavra.
Gustavo franziu a testa, claramente também sem entender o motivo de sua própria e repentina perda de controle.
Sua expressão logo voltou à habitual indiferença, e seus dedos longos afagaram levemente a cabeça do Arroz.
— Eu só queria abraçar o Arroz.
Embora, há poucos segundos, ele de fato tivesse tido o impulso de beijá-la.
No entanto, ele agia com tamanha naturalidade que fazia parecer que ela estava imaginando coisas.
Só então Giovanna percebeu que havia entendido tudo errado, e seu rosto ficou ainda mais vermelho.
— Desculpe, vou devolver o Arroz para você agora mesmo.
Ele deu uma risada baixa, os olhos escuros ardendo com um brilho intenso, e o tom de voz carregava um quê de displicência.
— Eu cuido dela por causa do meu irmão. O que você está imaginando?
Giovanna ficou paralisada.
Ele estava se explicando para ela.
Gustavo continuou:
— Se fosse para rolar algo entre mim e ela, já teria rolado há muito tempo. Você acha que eu, Gustavo, ligo para a opinião dos outros?
Ela o encarou, atônita.
Aos poucos, as coisas começaram a fazer sentido em sua mente.
Até aquele momento, ela nunca havia presenciado nenhuma intimidade real entre Gustavo e Paloma. Tudo poderia ser apenas uma encenação da própria Paloma, querendo fazê-la recuar.
Fazia sentido. Se Paloma e Gustavo realmente estivessem juntos, não haveria motivo para ela nutrir tanta hostilidade gratuita.
Ao processar essa realidade, o aperto sufocante que sentia no peito finalmente se dissipou, restando apenas um silêncio gélido em sua mente.
Porém, a situação ainda assim era estranha. Dada a natureza da relação dela com Gustavo, fazer aquele tipo de pergunta também não era exatamente apropriado.
Afinal, ela não era sua...
Quando a palavra "namorada" surgiu em seus pensamentos, ela mordeu o lábio instintivamente, sepultando o termo antes que tomasse forma.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......