Giovanna informou à recepcionista: — Sou Giovanna. Tenho um horário marcado com o Sr. Oliveira às três horas. Poderia avisá-lo da minha chegada, por favor?
Ao escutar seu nome, a recepcionista abriu um sorriso atencioso: — Não será necessário avisar, o Sr. Oliveira já havia deixado ordens expressas. Por favor, Srta. Giovanna, acompanhe-me.
Dito isso, fez um gesto indicando o caminho dos elevadores.
Atônita pelo fato de Giovanna conseguir acesso direto, Sabrina bloqueou a passagem da funcionária: — Se ela pode entrar, por que eu não posso?
A paciência da recepcionista finalmente cedeu: — Srta. Sabrina, peço que contate o Sr. Oliveira para agendar um horário antes de comparecer. Se continuar a interromper o meu trabalho, serei obrigada a chamar os seguranças.
Afinal de contas, Sabrina não tinha a audácia de armar um escândalo no coração do Grupo Peixoto. Fuzilou Giovanna com o olhar e bateu em retirada, humilhada.
Ao receber Giovanna, o Sr. Oliveira exibiu uma postura infinitamente mais receptiva que a do encontro anterior: — Srta. Giovanna, seja bem-vinda.
Ela apertou a mão dele e, com um sorriso, explicou: — Antigamente eu ocupei o cargo de diretora de pesquisa e desenvolvimento no Grupo Albuquerque. Originalmente, eu não deveria liderar a continuação desse projeto, mas como fui contratada diretamente por eles para a missão, não pude recusar.
O Sr. Oliveira já ouvira, por intermédio da Sra. Peixoto, que os laços entre Giovanna e a Família Albuquerque eram intrincados. Embora não soubesse precisar a natureza exata desse elo, raciocinou que se a própria Família Albuquerque a designara para aquele projeto crítico, não seria ele a fazer objeções.
À medida que as engrenagens dos detalhes técnicos do projeto giravam, o respeito do Sr. Oliveira pelo intelecto dela galgou novos patamares.
O Sr. Oliveira não era um leigo completo na área de pesquisa. Era precisamente por isso que ele submetia os projetos a um crivo implacável.
Ele percebeu que as linhas de raciocínio de Giovanna eram de uma clareza cortante, chegando a incitar-lhe novas ideias.
Satisfeito, lançou-lhe um convite: — Fico impressionado ao ver uma jovem como a senhorita detentora de um talento analítico tão forte. Considerando que a senhorita não faz mais parte do quadro de funcionários do Grupo Albuquerque, consideraria trabalhar na sede do nosso Grupo Peixoto?
Giovanna balançou a cabeça em recusa: — Agradeço profundamente a honra do convite, Sr. Oliveira. Contudo, atualmente sou pesquisadora no laboratório do professor Hugo Ribeiro. A assistência que estou prestando ao Grupo Albuquerque decorre unicamente de arranjos pontuais.
O Sr. Oliveira arregalou os olhos: — A senhorita é pesquisadora do laboratório do Sr. Hugo?
No mercado, o passe de qualquer profissional que cruzasse as portas daquele laboratório específico era considerado uma raridade de uma em um milhão.
Ele riu, em claro sinal de admiração: — Agora tudo faz sentido. Com um nível de excelência como o seu, seria impossível que nenhum grande nome a tivesse descoberto.
No horário do jantar, Giovanna posicionou-se na entrada da Pousada Aurora, aguardando as chegadas de Sr. Oliveira e de Hugo.
Nesse momento, um imponente Maybach estacionou na calçada.
Do veículo desceu um homem de porte altivo, emitindo uma aura gélida e inalcançável.
O magnetismo dele puxou o olhar de Giovanna de forma quase involuntária.
O homem ergueu a cabeça.
Seus olhares se cruzaram.
Giovanna paralisou-se.
Que ironia do destino.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......