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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 159

Lucas virou-se para Giovanna, estampando um sorriso de devoção: — Viu como a minha mãe te adora, meu amor?

Uma risada sem vida ecoou na mente de Giovanna.

Se ela não tivesse valor utilitário para a Família Albuquerque, será que os Albuquerque estariam distribuindo sorrisos cordiais a ela?

Giovanna não tinha a menor intenção de voltar para a mansão com Lucas, então recorreu à velha desculpa de precisar acompanhar sua avó no hospital.

Lucas perguntou-lhe, com voz de veludo: — Quando você vai voltar para a nossa casa, minha vida?

Essa era uma questão debatida inúmeras vezes.

Com os nervos desgastados e um tom monocórdico, ela propôs: — Se você conseguir demitir a Sabrina, eu volto a morar com você.

Ela sabia perfeitamente que ele era incapaz de cumprir a exigência. Tratava-se apenas de impor uma condição impossível para impedi-lo de forçar seu retorno.

Sua única necessidade atual era que ele mantivesse o teatro de marido e mulher de mentira na frente de sua avó. Longe das vistas da idosa, o casamento já estava morto.

A dívida monstruosa entre eles estava longe de ser liquidada.

Lucas suspirou, adotando um ar de vítima apaixonada e paciente: — Meu amor, eu entendo que todas essas fofocas maldosas façam você duvidar da minha relação com a Sabrina. Mas eu juro por tudo que é mais sagrado, não existe nada do que você está imaginando. Esse seu ciúme é adorável, mas totalmente sem sentido, minha princesa.

Diante da fachada frígida de Giovanna, ele não sentiu o mínimo de raiva; achou-a meramente cativante.

Ela era tão turrona nas palavras, mas possuía um coração tão mole.

Batia o pé dizendo que não voltaria por causa de Sabrina, mas continuava trabalhando arduamente a favor do Grupo Albuquerque.

No fim das contas, a sua Giovanna o amava loucamente.

Abastecido por essa conclusão, ele parou de pressionar sua volta e a levou, transbordando complacência, até o hospital.

***

Após visitar sua avó, Giovanna pegou um táxi e foi sozinha para o apartamento.

Letícia ligou, ordenando que ela continuasse a liderar o projeto do Grupo Peixoto. Giovanna não se deu ao trabalho de atender.

Ao notar o silêncio, Letícia enviou uma mensagem: "Se você fechar o projeto, eu te dou uma comissão. Pode estipular o preço."

Tratando-se de dinheiro vivo, as coisas mudavam de figura.

A ingenuidade cega daquela mulher quase beirava o cômico.

Se Sabrina detivesse a menor capacidade técnica para sustentar aquele projeto, Letícia estaria torrando centenas de milhares em uma terceirizada?

E mais uma coisa: em qual alicerce repousava essa fé cega de Lucas em Sabrina?

Será que o ego dele fora tão lobotomizado pela paixão que ele atiraria um projeto colossal nas mãos de uma completa amadora?

Neste ínterim, a recepcionista, após desligar o telefone, dirigiu-se a Sabrina: — Srta. Sabrina, o Sr. Oliveira pediu para informar que não está disponível para recebê-la.

Sabrina inflou-se de contrariedade: — Você tem certeza de que não ouviu errado? O Sr. Oliveira não concordou em fechar parceria com o Grupo Albuquerque? Eu sou a diretora de pesquisa do Grupo Albuquerque, vim discutir o projeto. Por que diabos ele não vai me receber?

A recepcionista, habituada a lidar com barracos de engravatados, manteve uma cortesia impenetrável: — Isso eu não saberia lhe informar, senhora. Por que a senhorita mesma não entra em contato com o Sr. Oliveira?

Sabrina tremeu de ódio.

Se tivesse o contato direto do Sr. Oliveira, por que estaria apodrecendo na recepção o dia inteiro?

Um sorriso pálido esboçou-se nos lábios de Giovanna. Sabia que, sendo Sabrina uma fachada ambulante, apenas Lucas a trataria como uma joia preciosa. Qualquer indivíduo com o mínimo de conhecimento real sobre pesquisa jamais lhe daria trela.

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