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Ele Disse Que Se Arrependeu romance Capítulo 239

Eles pensaram que a energia só faltaria por uma noite.

Mas na manhã seguinte, depois de voltar por um breve período, a energia caiu novamente.

A localização era um pouco remota, as instalações não eram adequadas, e os reparos levariam tempo.

Quando a noite caiu novamente, Cícero finalmente aterrissou.

Hugo passou quase meia hora negociando com o guia local para entender a situação.

Com o escurecer, o grupo enviado para a busca também teria dificuldade em se mover na escuridão.

Hugo não teve escolha a não ser dizer:

— Senhor, que tal descansarmos por meio dia? Amanhã de manhã, mandarei as pessoas investigarem.

Cícero assentiu.

A paisagem lá fora era dolorosa demais.

Cada lugar familiar feria os olhos de Cícero.

Ele foi forçado a ficar sozinho na suíte.

O ambiente ficou muito silencioso, tão silencioso que seus ouvidos começaram a zumbir.

A sensação familiar retornou.

Ele precisava descansar.

Se não descansasse, seu olho direito só pioraria, sem chance de melhora.

Com um olho só, sua visão era limitada.

Procurar por alguém seria ainda mais difícil.

Cícero pegou o frasco de remédios, tomou alguns com água.

A sala estava iluminada pela luz bruxuleante de inúmeras velas.

Cícero sentou-se no sofá, mas, mesmo depois de muito tempo, o sono não veio.

No silêncio, pareceu ouvir um som ao seu lado novamente.

Cícero não se moveu.

De olhos fechados, ele adivinhou quem o visitava.

Ele não se mexeu, e a outra pessoa no quarto também não.

Eles permaneceram em um equilíbrio estranho e bizarro.

O relógio na parede girava lentamente, um minuto, um segundo.

Parecia não haver mais som ao seu lado.

Parecia não haver mais ninguém.

Sem nenhum sono, Cícero abriu lentamente os olhos.

O que viu foi "Valentina" sentada não muito longe dele.

O coque familiar, a blusa azul de manga curta e a expressão serena.

A visão foi tão inesperada.

A pálpebra de Cícero contraiu-se violentamente mais uma vez, incontrolavelmente.

Ele até sentiu uma dor súbita na cabeça, e sua voz ficou mais fria:

— O que você ainda está fazendo aqui?

— Cícero, estou com um pouco de frio.

As veias na têmpora de Cícero saltaram por um instante.

Com uma expressão impassível, ele desviou o olhar, não querendo mais olhá-la.

Uma coisa falsa, como poderia sentir frio?

Uma coisa criada por sua imaginação, como poderia realmente sentir o frio?

Num instante, Cícero estendeu seu casaco.

— Vista você mesma.

Se ela conseguisse vestir, ele a deixaria usar.

Valentina olhou por alguns segundos para o casaco jogado no sofá, sem se mover.

Um segundo, dois segundos, três segundos.

Cícero pegou o casaco de volta.

Ele sentia que estava enlouquecendo, ou talvez já estivesse louco.

Se não estivesse louco, como poderia ver Valentina?

Como poderia ver Valentina falando com ele daquela maneira?

Ele ficou de pé, o casaco pendurado em seu braço, olhando de cima para a Valentina sentada no sofá.

Seu olhar era uma mistura de razão e emoção, frio e furioso.

Como um cão.

Ouvindo um comando, ele jogou o casaco sobre ela.

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