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Ele Disse Que Se Arrependeu romance Capítulo 237

Quando o avião pousou na cidade de conexão, vindo de Londres, uma forte ventania causou o atraso do voo.

Cícero foi forçado a permanecer temporariamente naquela cidade.

Da madrugada até a manhã.

O voo finalmente deu sinais de que iria decolar.

Hugo, com dois cafés na mão, acabara de subir para a sala de espera do segundo andar quando parou, diminuindo o passo.

No lounge da classe executiva, muitos profissionais de elite estavam ocupados.

Apenas Cícero era completamente diferente.

Diferente do Sr. Cícero decidido e eficiente de suas memórias.

Ele estava sentado sozinho em um sofá perto da janela, com as mãos entrelaçadas, em silêncio, os olhos baixos.

O homem pegou o café à sua frente, tomou um gole e o colocou de volta na mesa.

Segurando um livro, ele virou a página com um dedo, os olhos de Luciano fixos no conteúdo.

Sávio estava sentado à sua frente, devorando o bolinho do hotel.

*Clique.*

De perto, o som do obturador da câmera soou nítido.

Luciano ergueu levemente os olhos.

Sávio, com o canto da boca ainda sujo de creme, olhou na mesma direção e viu Valentina segurando a câmera.

Ela usava um boné de beisebol, o cabelo cacheado preso em um rabo de cavalo alto e fresco, e vestia uma camiseta branca e jeans.

Valentina, com uma maquiagem leve, espiou por trás da câmera e sorriu para eles.

Um visual confortável e revigorante.

Sávio engoliu o creme em sua boca, sem sequer reconhecer quem era.

— Quem é você, moça? Possuindo o corpo da minha mãe?

— …

Valentina se aproximou e deu-lhe um cascudo na cabeça.

Sávio esfregou a cabeça e resmungou, ofendido.

Luciano também parecia achar interessante sua nova tentativa, mas não por causa da maquiagem ou das roupas; ele estudava o cabelo dela.

Ele ergueu a mão e mexeu no rabo de cavalo alto.

— Que macio, Valentina.

— Claro que é macio, é cabelo, não arame farpado.

Durante a viagem, Valentina tirou muitas fotos.

Sua câmera portátil não parava de ser usada, registrando muitos momentos.

À noite, encontraram um lugar para revelar as fotos.

Ela e Sávio escolheram várias.

Sávio pegou várias fotos dos três juntos.

— Que tal fazermos um álbum de fotos? Para colocar na nossa casa.

— Ótima ideia. — Valentina respondeu suavemente.

Ela olhou para a pilha de fotos por um longo tempo e, no final, pegou apenas uma: a que tirou deles hoje no térreo do hotel.

A foto de Luciano segurando um livro e Sávio com um bolinho.

Depois de passar mais de meio ano no outro país, ele não cresceu apenas para os lados, mas também emagreceu e amadureceu.

Parecia que ele havia crescido em um piscar de olhos.

Valentina quase se esquecera de como se sentia quando começou a cuidar dele.

Naquela época, ela apenas pensava que Luciano a ajudara demais e que ela precisava retribuir.

Cuidar de Sávio era insignificante em comparação com a ajuda que Luciano lhe dera.

Por isso, Valentina não pensava em mais nada.

Mas, ao conviver com ele, teve que admitir que foi curada e aquecida por Sávio.

Não era que ela via Sávio como aquele outro menino.

Mas como uma criança única e especial.

Ele não era substituto de ninguém, nem pertencia a ninguém.

— Sávio, o que você quer de presente de aniversário este ano?

— Qualquer coisa. — Disse Sávio. — Qualquer coisa serve, contanto que você faça uma tigela dos seus pequenos wontons para mim.

Valentina segurou sua mão, observando-o pisar em suas sombras, e ficou em silêncio por um longo tempo.

— Certo.

— Não importa o que aconteça, no dia do seu aniversário, você comerá os wontons que eu preparei.

Enquanto esperava os dois voltarem, Luciano aproveitou para arrumar o quarto do hotel.

Ele olhou em silêncio para a escuridão lá fora, foi até a cama e abriu a mala.

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