Estava doendo um pouco.
Isso realmente não era um sonho!
Na memória dela, tudo começou quando abriu os olhos e viu Renato. Sentiu-se atraída por ele e acabou tomando a iniciativa de beijá-lo.
Depois disso, tudo era um completo borrão.
As pupilas de Elisa se contraíram, e sua cabeça, que já estava doendo, começou a latejar ainda mais.
Seu corpo estava rígido, ainda nos braços de Renato, sem se afastar. Elisa, teimosa, perguntou: "Nós realmente...?"
"Sim, você não está errada," Renato respondeu, com um leve sorriso, sua voz carregando uma nuance de malícia.
Renato não negou diretamente, e sua resposta ambígua só fez Elisa ter mais certeza de que ela e Renato passaram a noite juntos.
Ah, essas coisas de beber e perder o controle.
Elisa se afastou do abraço, olhando nos olhos de Renato, e viu que ele estava sério.
Ela ficou um tanto confusa.
Em situações assim, normalmente, como as coisas terminam?
Pode-se dizer que Elisa não tinha experiência alguma.
Embora conhecesse Vicente há cinco anos, além de abraços e beijos, não tinha havido nada mais íntimo entre eles.
E agora, ela havia passado a noite com o rival de Vicente tão facilmente.
Renato percebeu a expressão séria de Elisa, como se estivesse ponderando algo, e brincou: "Não vai assumir a responsabilidade por mim?"
Ele falava de forma casual, como se estivesse apenas discutindo algo rotineiro.
Mas, justamente por isso, Elisa não conseguia decifrar as intenções reais de Renato.
Para ela, o que aconteceu na noite passada foi um grande acidente, e ela realmente não tinha como assumir responsabilidade por Renato.
Em algumas horas, embarcaria em um voo de volta para a Capital e, quem sabe, no dia seguinte já estaria se casando. Ela não poderia fazer como Vicente, mantendo duas situações ao mesmo tempo.

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