Renato abaixou um pouco a cabeça, aproximando-se.
"Sr. Faria, você é muito bom."
Renato ouviu essas palavras meio sonolentas dela, e um brilho misterioso passou por seus olhos.
Uma brisa soprou, e Elisa estremeceu, aconchegando-se mais no peito de Renato, soltando uma risadinha: "Sr. Faria, seu abraço é tão quentinho."
Quente?
Renato soltou um leve som de desdém.
Ele falou com um tom indiferente: "Se você parar de se envolver com pessoas sem coração, vai perceber que o mundo é cheio de calor."
Elisa, completamente embriagada, não absorveu nada do que ele disse. Apenas continuava abraçada a Renato, colada ao peito dele.
Renato a acomodou no carro, colocou o cinto de segurança nela, e ao ligar o veículo, uma pequena mão de repente se estendeu.
Elisa inclinou a cabeça, com o rosto corado e uma expressão delicada.
Ela puxou a barra da camisa de Renato, a voz levemente rouca: "Sr. Faria, vá devagar, não estamos com pressa de voltar pra casa."
Se ele dirigisse rápido, ela vomitaria.
Renato olhou para a mão de Elisa, que não largava a barra da camisa dele.
Ele não disse nada, apenas reduziu a velocidade do carro ao mínimo.
Quando desceram do carro, Renato ainda a carregava nos braços. Elisa se apoiava nele, dormindo profundamente.
Já era quase seis horas, algumas senhoras saíam para se exercitar e os encontraram no elevador.
Uma delas olhou-os de cima a baixo, com um olhar de benção.
"Sempre vejo vocês entrando e saindo juntos, sabia que vocês acabariam juntos."
Renato apenas apertou os lábios e acenou com a cabeça, sem dar muitas explicações.
Na porta, Renato encontrou a chave na bolsa de Elisa e abriu a porta de sua casa.
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