Elisa estava prestes a explicar que não havia conseguido fechar o acordo quando de repente sentiu uma pressão crescente atrás de si.
"O que você fez para conseguir que o Marcelo assinasse o contrato?"
Vicente estreitou seus olhos charmosos, a voz melodiosa carregava um sorriso, mas o sorriso não chegava aos olhos.
Quanto mais ele sorria, mais se percebia o quanto estava irritado.
Elisa deu alguns passos para trás, aumentando a distância entre ela e Vicente: "Bati no Marcelo, não vamos fechar o projeto."
Todos ficaram boquiabertos.
Naquele momento, alguém falou inesperadamente: "Ah, e eu achando que ela tinha feito algo incrível... no fim, nem isso."
Elisa olhou para o colega que tinha falado, a voz suave: "Então, por que você não vai?"
O outro imediatamente se calou.
Ninguém queria encarar o Marcelo.
Vendo o clima tenso, Clara rapidamente tentou aliviar a situação: "Elisa, não se preocupe, não se culpe. Com alguém como o Marcelo, é normal não conseguir fechar o contrato, não é sua culpa. Mas realmente não deveria ter batido nele, isso faz parecer que todos aqui na empresa são bárbaros, e isso não é bom para nossa imagem."
Elisa percebeu um lampejo de decepção nos olhos de Clara e soltou uma risada sarcástica.
Ela estava cansada de discutir, Elisa só queria informar o ocorrido, nada mais.
Tendo dito o que precisava, ela se virou para sair.
Mas Vicente bloqueou seu caminho.
A voz dele tinha um toque gélido: "Venha comigo para a sala."
Elisa abaixou o olhar, mordeu o lábio e recusou com firmeza: "Eu não vou."
O escritório de Vicente para ela era um lugar de vergonha.
Já tinham se abraçado e se beijado ali às escondidas.
Os bons momentos do passado tinham se transformado em pura repulsa.
"Vamos."
Vicente, ao ver sua recusa, praticamente ordenou com uma única palavra, quase sussurrada entre os dentes.
Ele até segurou a mão de Elisa na frente dos colegas e saiu com ela.
O coração de Elisa se apertou.
Quantas vezes ela não havia cedido por amor, e ele sempre aceitou isso como algo normal.
Agora que ela queria desistir, ele ainda a torturava desse jeito?
Elisa se recompôs, desceu da mesa, ainda extremamente fria: "Sr. Tavares, aqui é o escritório, não vamos deixar que as pessoas tenham uma impressão errada."
A voz de Vicente se elevou: "Você não queria que as pessoas soubessem sobre nós antes? O que você está tentando provar?"
A mão de Elisa segurava a maçaneta da porta, o frio do metal alcançando seu coração.
Ela falou com um tom melancólico: "Então, considere que eu sempre estive agindo irracionalmente."
Vicente não impediu Elisa de partir.
Ele ficou no escritório vazio e soltou uma risada.
Elisa, desta vez o irmão cedeu.
Na próxima vez que vier pedir perdão, não será tão fácil.

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