Elisa estava imersa em um dilema.
Ela estava prestes a decidir se pedia ajuda a um colega quando uma voz familiar surgiu à sua frente: "Srta. Rios?"
Elisa ergueu os olhos ao ouvir o chamado e viu André Lopes, o assistente de Renato.
Anteriormente, Elisa já havia se encontrado com ele algumas vezes, mas a relação deles nunca passou disso.
"O que você está fazendo aqui?"
"Eu machuquei a mão alguns dias atrás, estou aqui para trocar o curativo."
De repente, Elisa se lembrou de que, quando veio ao hospital por causa de uma gastrite, encontrou Renato. Naquela ocasião, Renato mencionou que seu assistente estava ferido e que ele tinha ido ver André.
Diante de uma oportunidade tão boa, Elisa não queria desperdiçá-la.
"André, você poderia me ajudar com uma coisa?"
Elisa perguntou de maneira hesitante.
"Claro!" André baixou o olhar para ela. "Você machucou o pé, não é?"
"Sim! Hoje, enquanto descia para comprar mantimentos, acabei me machucando. O médico disse que eu preciso ser internada, mas não tenho ninguém para me ajudar com os trâmites..."
Elisa não completou a frase.
André entendeu imediatamente o que ela queria dizer.
Mas sua mão tinha acabado de ser medicada, ele realmente não poderia ajudá-la.
"Srta. Rios, espere aqui um momento."
Elisa ainda estava processando quando André começou a caminhar em direção ao final do corredor.
"Para onde você está indo?"
Elisa olhou curiosa para as costas dele.
Mas André não olhou para trás, e ela o observou se afastar, sentindo seu coração afundar.
Para onde ele estava indo?
Elisa pacientemente aguardava no corredor do pronto-socorro, esperando o retorno de André.
Cinco minutos depois, quem apareceu não foi André, mas Renato.
Quando o homem parou diante de Elisa, ela levantou os olhos de repente.
Além de Vicente, Renato era o segundo homem a carregá-la.
Seu olhar, involuntariamente, fixou-se no rosto marcante do homem.
A linha do queixo austera trazia uma frieza impressionante, que se fixou nos olhos dela.
Renato a colocou suavemente na cadeira de rodas e começou a empurrá-la.
O homem lançou um olhar para a enfermeira: "Mostre o caminho."
A enfermeira, impressionada pela presença forte de Renato, assentiu rapidamente: "Certo."
Depois de acomodar Elisa, Renato levantou-se da cadeira: "Daqui a pouco, uma cuidadora virá para cuidar de você, ela ficará ao seu lado o tempo todo."
"Obrigada por me ajudar tantas vezes. Essa dívida ficará para sempre na minha memória, mas por enquanto não sei como retribuir."
"Então deixe pendente, quando surgir a oportunidade, você paga."
A voz do homem era leve, seu rosto mantinha uma expressão distante.
Elisa assentiu, forçando um sorriso.
Renato baixou o olhar para ela e perguntou, casualmente: "Você e Vicente realmente terminaram?"

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