"Você é a melhor."
A resposta do homem foi direta e sem um pingo de hesitação.
Elisa estava encostada em uma grande árvore, observando Vicente ajudando Clara a se afastar.
De repente, ela sentiu uma sensação de alívio.
Abrir mão.
De fato.
Ela partiria, não apenas abrindo mão de algo para si, mas também para o outro.
À noite.
Elisa recebeu uma ligação de um colega, dizendo que ouviu falar sobre sua transferência para a filial e sugerindo que se encontrassem para uma despedida.
Elisa ficou surpresa, a dúvida passando rapidamente por seus olhos.
Ela havia deixado claro em sua carta que estava se demitindo.
Provavelmente, Vicente não queria causar alvoroço.
No final, Elisa concordou em participar.
Eles eram seus colegas de trabalho há três anos, pessoas que ela mesma havia treinado.
Mesmo sem Vicente, ela não cortaria relações com eles.
Quando Elisa chegou ao salão reservado, seus colegas, que já tinham trabalhado sob sua supervisão, a aguardavam com sorrisos no rosto.
Depois de comerem e beberem bem, alguém mencionou Clara, puxando a manga de Elisa e reclamando com saudade:
"Elisa, agora que você vai embora, aquela Clara vai ficar ainda mais sem noção. Todo dia a vejo grudada no Sr. Tavares, querendo dar palpite em tudo. Eu não aguento mais."
"Pois é. Na empresa, todo mundo diz que ela é namorada do Sr. Tavares, mas claramente é você, Elisa, que..."
Elisa e Vicente sempre foram discretos na empresa, mas ainda assim havia quem percebesse algo.
Elisa fez uma pausa e sorriu: "Não é nada disso."
Na verdade, ela e Vicente nunca haviam começado algo formalmente.
Por isso, o fim também foi abrupto.
Os colegas ficaram surpresos, não esperavam que Elisa dissesse isso.
Alguém tentou quebrar o gelo com uma risada, "Antes, te víamos se esforçando tanto pelos projetos do Sr. Tavares, e ele sempre te tratava diferente. Achávamos que vocês tinham algo. Mas faz sentido, Clara parece ter proteção de alguém, enquanto a nossa Elisa confia apenas no próprio talento."
"A Sra. Rios vai embora, então nos encontramos para uma despedida. A Sra. Nunes e o Sr. Tavares não vão se importar, né?"
"Claro que não."
Clara sorriu com generosidade, mas logo se voltou para Elisa, "Mas Elisa, você é uma moça e bebeu tanto, o Irmão Vicente vai se preocupar."
Ao ouvir isso, Vicente franziu levemente a testa.
Elisa, embora meio bêbada, estava com a mente clara e respondeu lentamente:
"O que tem uma moça beber? Estou com amigos, bebendo e conversando, qual é o problema? A Sra. Nunes vive em que século?"
Ela então olhou para Vicente e sorriu: "Quanto ao Sr. Tavares, meus assuntos já não dizem respeito a ele faz tempo."
Ela havia se demitido, estava livre.
Depois de um jantar de despedida, ela e Vicente finalmente seguiriam caminhos separados.
Vicente olhou para ela, e quando falou, manteve o tom sereno:
"Elisa, Clara só está preocupada com você. Já é tarde, e se você ainda está chateada por causa do que aconteceu antes, não deve agir assim. Se seu irmão soubesse..."
Vicente achava que ela estava se embriagando e não indo para a filial por birra.

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