Entrar Via

Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 985

Bia correu até Henrique e tentou apoiá-lo com as mãozinhas.

— A Bia ajuda o papai.

Henrique desviou o olhar de Tatiane. Ao encarar a filha, a ternura em seus olhos era impossível de esconder.

— Só a Bia se preocupa com o papai.

Ele acariciou a cabeça da menina.

— O papai consegue andar sozinho.

— Então toma cuidado, papai.

Henrique lançou um olhar de lado para Tatiane.

— Você também.

Tatiane revirou os olhos.

Henrique esboçou um sorriso, claramente divertido.

Ao chegarem ao banheiro, Tatiane pendurou a bolsa de soro no gancho ao lado.

— Quando terminar, me chame.

Henrique continuou olhando para ela.

Tatiane sustentou o olhar e perguntou, já sem a menor paciência:

— Por que está me encarando? Quer que eu abra seu cinto também?

— Eu disse alguma coisa?

Tatiane nem se deu ao trabalho de continuar discutindo. Virou-se, saiu do banheiro e fechou a porta.

Bia permanecia sentada comportadamente no banco do quarto, acompanhando tudo com atenção. Ao olhar para a filha, Tatiane sentiu a irritação diminuir.

Aproximou-se, sentou-se ao lado da menina e passou um braço por seus ombros.

— Meu amor, no que você está pensando?

Bia ergueu os olhos para ela.

— Mamãe, você pode não ficar tão brava com o papai?

Tatiane soltou um suspiro baixo.

Provavelmente, Bia era a única pessoa no mundo capaz de achar que Henrique merecia pena.

— A mamãe nem fez nada com ele. Seria tão bom se seu pai fosse pelo menos metade tão comportado quanto você.

Bia piscou, soltou um "ah" baixinho e assentiu com toda a seriedade:

— Então, se o papai não se comportar, a mamãe tem que dar uma bronca nele.

Tatiane olhou para a filha com ternura.

Ainda bem que Bia era uma criança sensata e bem-comportada. Pelo menos no que dizia respeito à educação da menina, Henrique podia ser considerado um bom pai.

— Tatiane.

A voz dele veio do banheiro.

Ela se levantou, foi até a porta e perguntou:

— Já terminou de se vestir?

Ao perceber que a ligação vinha do hospital, seu coração se apertou. Ela olhou para Bia.

— A mamãe vai atender lá fora.

— Eu vou cuidar do papai e fazer ele se comportar direitinho.

Tatiane assentiu. Sem olhar para Henrique, caminhou depressa até a porta e só atendeu quando já estava a uma boa distância do quarto.

Era o médico, ligando para lembrá-la de que deveria fazer os exames no dia seguinte.

Tatiane, naturalmente, não havia se esquecido. Como os últimos dias estavam muito quentes, decidira fazer o acompanhamento naquele hospital por ser mais perto. Felizmente, Henrique também iria embora em breve.

— Eu sei.

Depois de desligar, pousou a mão sobre o baixo-ventre.

Tudo o que desejava era receber boas notícias no exame do dia seguinte.

Deitado na cama, Henrique percebeu claramente que Tatiane havia se afastado de propósito para atender à ligação.

Assim que ela voltou, perguntou:

— Quem era?

Tatiane ignorou a pergunta.

— Como está se sentindo agora?

Henrique manteve os olhos fixos nela, estudando cada reação.

Tatiane não fazia ideia do que ele estava desconfiando daquela vez. Se continuasse ali por muito mais tempo, cedo ou tarde acabaria deixando a verdade escapar.

Evitou encará-lo e não insistiu na pergunta. Apenas se virou para Bia e começou a conversar com a menina.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora