Entrar Via

Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 982

Até poucos minutos antes, Henrique estava tomado pela raiva. Em outras circunstâncias, jamais teria cedido daquela maneira.

Só depois que ele entrou no quarto Tatiane conseguiu relaxar de verdade. Baixou os olhos, pegou a bolsa que havia deixado sobre o sofá e seguiu para a suíte principal.

Abriu a porta com cuidado e entrou sem fazer barulho.

O quarto estava banhado por uma luz quente e suave. Bia dormia profundamente no meio da cama quando, de repente, chutou a coberta e se virou de lado.

Tatiane pendurou a bolsa atrás da porta, aproximou-se e se sentou na beirada da cama. Tornou a cobrir a menina e ficou observando seu rostinho de perfil, tão delicado e tranquilo que seu coração logo se enterneceu.

Permaneceu ali por um longo tempo. Depois, levantou-se, tomou banho e se preparou para dormir.

Na manhã seguinte, Bia acordou mais cedo do que de costume. Sabia que o pai iria embora logo pela manhã.

Pouco depois, alguém trouxe um conjunto de roupas limpas para Henrique.

Neide preparou o café da manhã e colocou tudo à mesa.

Tatiane puxou uma cadeira.

— Bia, vá lavar as mãos. Está na hora de comer.

A menina brincava com os dois gatinhos. Assim que ouviu a mãe, largou a varinha de brinquedo e correu até ela.

Tatiane segurou sua mão e a levou para lavar as mãos.

Henrique ainda estava no quarto de hóspedes, trocando de roupa. Tatiane e Bia decidiram esperar por ele antes de começar a comer.

— Por que o papai está demorando tanto?

Tatiane olhou na direção do quarto. Pouco antes, tinha reparado que ele parecia abatido.

— A mamãe vai ver.

Bia assentiu.

Tatiane caminhou até o quarto de hóspedes. Ao parar diante da porta, percebeu que não vinha nenhum ruído lá de dentro.

Ergueu a mão e bateu de leve.

— Ainda não terminou?

Não houve resposta.

O coração de Tatiane se apertou. Depois de esperar alguns segundos, segurou a maçaneta e abriu a porta.

Henrique estava recostado no sofá, com o rosto pálido. Ainda nem havia terminado de se vestir.

Assustada, ela se aproximou depressa.

— O que aconteceu? Onde está doendo?

Henrique ergueu lentamente as pálpebras e olhou para ela.

— Se eu morresse, você realmente não sentiria nada?

Sua voz saiu fraca, quase sem vida.

As mãos de Tatiane pararam por um instante enquanto ela abotoava a camisa dele.

— Não respondo a perguntas hipotéticas.

Henrique continuou olhando para ela.

— Tatiane, você é a mulher mais cruel que existe.

Ela não respondeu. Terminou de ajeitar sua roupa e foi depressa até a porta.

Bia vinha pelo corredor naquele exato momento.

— Mamãe, o que aconteceu com o papai?

— Ele está com dor no estômago. A mamãe vai chamar alguém para levá-lo ao hospital.

A preocupação tomou conta do rostinho da menina, que correu imediatamente para dentro do quarto.

— Papai!

Tatiane chamou Tomás para ajudá-la a tirar Henrique dali e, sem perder mais tempo, levou-o ao hospital.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora