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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 89

No hospital.

Leandro, Patrícia e Roberto estavam todos ali.

Marcos e Mônica não saíram um minuto sequer do lado de Tatiane.

A equipe médica monitorava seu estado constantemente.

Com tanta gente ao redor, Tatiane se sentia surpreendentemente tranquila.

Seu estado geral era bom. O humor, estável.

Leandro ligou para Marcelo e explicou a situação de Tatiane.

— O Henrique não está no hospital? — Perguntou Marcelo, do outro lado da linha.

Leandro ficou em silêncio por um breve instante. Olhou em direção ao quarto antes de responder:

— Só o Beto está aqui.

Ou seja, mais ninguém da família Barbosa tinha aparecido.

A respiração de Marcelo ficou visivelmente mais pesada.

— Pelo menos vocês estão com ela. — Disse, controlando o tom. — Passe o celular para a Tati. Quero falar com ela um pouco.

— Claro.

Leandro entrou no quarto e entregou o celular a Tatiane.

— É o Marcelo. Ele quer falar com você.

Tatiane pegou o telefone.

— Professor Marcelo.

Não dava para ouvir o que Marcelo dizia. Apenas as respostas dela, suaves e obedientes:

— Uhum.

— Tá bom.

— Eu entendi.

— Obrigada, professor Marcelo.

Depois de desligar, Tatiane devolveu o celular a Leandro.

O tempo passou.

Às três da tarde, a dilatação chegou ao máximo.

— Dilatação completa.

Tatiane foi imediatamente levada para o centro cirúrgico.

Meia hora depois, Lorena, Bianca e Bruna chegaram ao corredor do centro obstétrico.

Ao verem, finalmente, pessoas da família Barbosa aparecerem, Marcos e Mônica apenas trocaram cumprimentos secos, puramente formais, sem qualquer calor humano.

Depois disso, não houve mais conversa.

Lorena avistou Roberto e perguntou:

— Beto, quando você chegou?

— A agenda estava mais tranquila, então vim dar uma olhada. — Respondeu ele, com simplicidade.

Lorena não insistiu.

Ela, Bianca e Bruna foram para uma sala reservada, para aguardar.

Do lado de fora do centro cirúrgico, Marcos, Mônica, Leandro, Patrícia e Roberto permaneceram de pé, em silêncio, os olhos fixos na porta fechada.

O tempo parecia se arrastar.

Cada segundo pesava como uma eternidade, enquanto, atrás daquela porta, uma nova vida lutava para chegar ao mundo.

Uma hora depois.

O bebê nasceu.

Roberto já estava irritado.

— Mãe, o que foi agora?

Bruna não conseguiu se conter:

— Seu primo nem sequer está aqui. O que você ainda está fazendo nesse hospital?

No fundo, embora sentisse certa compaixão por Tatiane, ela sabia muito bem que aquilo não era problema dela.

Para a família Barbosa, desde o começo, o que realmente importava sempre fora a criança no ventre de Tatiane, nada além disso.

— A Tati é minha amiga. — Rebateu Roberto, com firmeza. — Por que eu não poderia estar aqui?

Bruna abriu a boca para dizer algo, mas ele a interrompeu:

— Já chega, mãe. Vá com a vó e com as outras.

Dito isso, virou-se e voltou a caminhar na direção da sala de cirurgia.

Bruna ficou parada, olhando para as costas do filho que se afastava.

No fim, apenas soltou um suspiro baixo e cansado.

Pouco depois, Lorena enviou a Henrique uma foto do bebê e, em seguida, fez uma ligação.

Do outro lado, Henrique atendeu rapidamente.

— Vovó.

— Recebeu a foto?

— Ainda não tive tempo de ver.

— Já nasceu. — Disse Lorena. — É sua filha. Venha ao hospital dar uma olhada.

Henrique respondeu sem pressa:

— Assim que eu terminar o que estou fazendo, eu passo aí.

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