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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1156

Tatiane acompanhou a vendedora pelo interior da loja enquanto ouvia as recomendações sobre bodies, touquinhas, mantas e outras peças adequadas para o bebê, levando em conta até a estação do ano em que ele nasceria.

Ao ver aquelas roupinhas minúsculas, foi tomada por uma emoção difícil de explicar.

Agora ela sabia que já havia dado à luz Bia no passado. Ainda assim, naquele instante, teve a sensação de estar descobrindo pela primeira vez a alegria de uma mãe que preparava tudo para a chegada do próprio filho.

Henrique, enquanto isso, examinava algumas peças em outra arara.

A vendedora olhou de um para o outro e acabou comentando:

— É raro ver um casal começar a preparar o enxoval tão cedo. Dá para perceber que vocês se amam muito. E, nossa... Nunca vi um casal tão bonito. Vocês são ainda mais bonitos do que o pessoal da televisão.

Bastava observar a postura dos dois e a maneira como estavam vestidos para perceber que não eram pessoas comuns.

Tatiane apenas sorriu.

— Obrigada.

Pouco depois, Henrique voltou trazendo dois conjuntinhos.

— O que acha desses?

Tatiane bateu o olho nas peças.

— Não servem para recém-nascido.

— Mas são bonitos. Podemos comprar agora e guardar para quando servirem.

— Dá para comprar mais para a frente. Ainda temos tempo.

Henrique não discutiu.

— Tudo bem. Você que manda.

No fim, Tatiane escolheu apenas alguns bodies, touquinhas e outras peças básicas. Não fazia sentido comprar demais tão cedo.

Henrique pagou, pegou as sacolas e olhou para ela.

— Vamos.

Estendeu a mão, entrelaçou os dedos nos dela e saiu da loja ao seu lado.

Mal atravessaram a porta, porém, deram de cara com André, Isadora e Lílian.

André tinha saído naquele dia para passear com a esposa e a filha, e os três acabaram entrando justamente naquela loja de artigos para bebê, conhecida por atender uma clientela de alto padrão.

Assim que André e Isadora viram Henrique e Tatiane, seus olhos foram direto para as sacolas nas mãos dele.

A surpresa foi imediata.

— Tio Henrique, tia Tatiane. — Lílian os cumprimentou.

André abriu um sorriso.

— Que coincidência. Então vocês estão planejando o segundo filho?

— Se ela não quisesse, você acha mesmo que eu conseguiria obrigá-la?

— Sinceramente? Acho que não está tão longe disso.

Henrique soltou uma risada baixa, mas não respondeu.

Pois é.

Aquele desgraçado continuava tão calculista quanto sempre.

Quando Henrique queria alguma coisa, era difícil imaginar algo neste mundo que ele não conseguisse. Passara anos arrogante e prepotente, como se ninguém fosse capaz de enfrentá-lo de verdade.

Até Tatiane aparecer.

Com ela, finalmente havia encontrado alguém capaz de fazê-lo tropeçar.

No fim das contas, ninguém passava a vida inteira com tudo a seu favor. Sempre surgia uma pessoa destinada a ser a exceção, o obstáculo do qual não havia como escapar.

André voltou a olhar para Tatiane.

Talvez por causa da amnésia, ela parecia muito mais leve do que antes. A preocupação constante havia desaparecido de seu rosto, e até a resistência em relação a Henrique parecia menor.

— Pensando por esse lado, até que foi bom. Ela esqueceu tudo o que aconteceu e agora pode passar a gravidez em paz.

André voltou os olhos para Henrique.

— Aliás, de certa forma, Lourenço acabou te fazendo um favor. É por isso que você está pegando tão leve com ele?

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