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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1152

Henrique soltou um suspiro.

— Já que você é tão esperta, consegue adivinhar qual foi o problema?

Tatiane nem precisou pensar.

— Precisa mesmo adivinhar? Naquele dia, você estava com uma cara de quem queria me estrangular com as próprias mãos. Aposto que nunca foi flor que se cheire.

O sorriso no canto da boca de Henrique se aprofundou.

— Admito. Nunca fui uma boa pessoa. E, se algum dia você voltar a se envolver com outro homem, vou ficar ainda mais furioso.

Tatiane estreitou os olhos.

— E você? Sempre foi fiel a mim?

— Você faz ideia do preço que eu já paguei por sua causa?

Ela ficou em silêncio por alguns segundos, observando-o.

— Se não quer me contar, tudo bem. Quando minha memória voltar, eu descubro sozinha.

Henrique sorriu e, sem aviso, a pegou no colo.

Tatiane levou um susto.

— Henrique, me põe no chão. Eu sei andar sozinha.

Ele apenas lançou um olhar para ela, sem qualquer intenção de obedecer, e saiu do escritório carregando-a nos braços.

Quando chegaram ao quarto principal, Bia já dormia no meio da cama grande.

Henrique deitou Tatiane ao lado da menina.

— Vou tomar banho primeiro.

Na manhã seguinte, por volta das dez, depois que todos terminaram de se arrumar, Henrique se preparou para levar Tatiane e Bia à casa da família.

Natália se aproximou.

— Sr. Henrique. Tati.

Ela vinha pensando que talvez não fosse uma boa ideia continuar morando ali daquele jeito, mas ainda não sabia o que fazer.

Ao olhar para Tatiane, porém, sentiu que havia alguma coisa estranha. A maneira como ela a encarava parecia diferente, distante demais, quase como se não a reconhecesse.

— Daqui a pouco, o Beto vem buscar você. — Disse Henrique.

Natália se surpreendeu, mas logo assentiu.

— Está bem.

Henrique então se voltou para Tatiane.

— Vamos.

Bia acenou para Natália em despedida.

Natália sorriu.

— Vão com cuidado.

Depois que os três partiram, ela se sentou no sofá para esperar.

Menos de meia hora depois, Roberto chegou de carro ao Residencial Aurora.

Depois de algum tempo, Natália comentou:

— Hoje o Sr. Henrique levou a Tati para a antiga residência da família Barbosa. Achei ela meio estranha.

Roberto olhou para ela.

— Estranha como?

Natália balançou a cabeça devagar.

— Não sei explicar. Ela parecia tão distante comigo... Quase como se eu fosse uma desconhecida.

Roberto franziu a testa.

— Daqui a pouco eu ligo para perguntar o que aconteceu.

— Está bem.

Natália queria perguntar se Lourenço poderia fazer alguma coisa contra ele.

Nas últimas duas semanas, praticamente não saíra de casa. A irmã também não aparecera para procurá-la e só entrara em contato por telefone. Lourenço estava ocupado demais com os problemas da própria família e, pelo menos por enquanto, parecia não ter tempo para se preocupar com ela.

Isso a deixava um pouco mais tranquila.

Mesmo assim, Natália ainda tinha medo de acabar trazendo problemas para Beto.

Ao menos, Tatiane tinha voltado em segurança.

Roberto percebeu que ela parecia querer dizer alguma coisa, mas continuava hesitando.

— Se tem alguma coisa para perguntar, pergunta de uma vez. Não precisa guardar tudo para você.

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