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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1137

Assim que saíram do aeroporto, Leandro levou Tatiane a um hospital no centro de Reykjavík para fazer alguns exames. Felizmente, estava tudo bem.

De lá, seguiram de carro para o hotel que ele havia reservado no complexo da Blue Lagoon, um dos melhores lugares da região para observar a aurora boreal.

Em setembro, as temperaturas em Reykjavík giravam em torno dos dez graus. O clima mudava com rapidez e, naquele dia, chovia.

Envolvida em um casaco grosso de plumas, Tatiane estava confortável dentro do carro aquecido. Leandro, por outro lado, usava apenas um sobretudo sobre um suéter de cashmere.

Ela acabou cedendo à curiosidade.

— Professor, você não está com frio?

Leandro olhou para ela com um sorriso.

— Não. Quer conferir?

E estendeu a mão.

Tatiane lançou um olhar desconfiado para ele, mas acabou segurando-a por um instante.

A palma de Leandro estava surpreendentemente quente. O calor passou para a pele dela no mesmo instante, e Tatiane logo soltou sua mão.

Os dedos dele se fecharam de leve antes de recuar.

— Sua mão está um pouco fria.

— Para mim, está normal. Você é que é quente demais.

— Mesmo assim, é melhor se agasalhar bem.

Depois de cerca de cinquenta minutos de viagem, chegaram ao hotel da Blue Lagoon.

Naquela mesma noite, acompanhados por um funcionário do local, finalmente tiveram a oportunidade de ver a aurora boreal.

As luzes se espalhavam pelo céu em faixas imensas, como cortinas de seda ondulando ao vento, deslizando e mudando de forma sobre suas cabeças.

Tatiane mal conseguia conter a empolgação. Erguia a câmera a todo instante, tirando uma foto atrás da outra.

Tinham dado muita sorte. Logo no primeiro dia na Islândia, já haviam conseguido ver a aurora.

Era linda demais.

Só estando ali, cercada por aquela imensidão, ela conseguia compreender de verdade o impacto daquela beleza.

Ainda encantada, Tatiane se virou para Leandro.

— Professor, vamos tirar uma foto juntos.

— Claro.

Um dos funcionários tirou várias fotos dos dois.

Naquela noite, a aurora permaneceu visível por quase uma hora, um espetáculo longo e raro.

Quando terminou, Tatiane já estava exausta.

Leandro a acompanhou até o quarto.

— Tome um banho e vá descansar.

— Está bem. Boa noite, professor.

— Boa noite.

Não precisavam fazer nada. Bastava ficar ali, contemplando a paisagem, para sentir uma tranquilidade difícil de descrever.

Os dois conversaram por muito tempo.

Mais tarde, Leandro e Tatiane voltaram a jogar xadrez.

Entre uma partida e outra, ele lhe mostrou algumas jogadas e estratégias, e Tatiane pegou tudo com rapidez.

O tempo passou quase sem que percebessem.

Quando se deram conta, mais um dia havia terminado.

À noite, foram jantar no restaurante.

— Sr. Leandro? Que surpresa encontrar o senhor por aqui!

Ao ouvirem a voz, Leandro e Tatiane olharam ao mesmo tempo na direção do homem.

Até então, Tatiane estava de costas para ele. Quando Márcio finalmente viu seu rosto, a surpresa ficou evidente.

Leandro o cumprimentou com o olhar.

— De férias, Márcio?

Márcio era vice-gerente-geral da área de gestão de riscos da NovaCapital.

A Alvorada e a NovaCapital mantinham uma parceria de investimentos conduzida pela autoridade financeira, e Márcio fazia parte da equipe responsável pela cooperação com a Vértice.

Naturalmente, ele conhecia Tatiane.

— Estava na Noruega a trabalho e acabei ficando com dois dias livres. Aproveitei para vir à Islândia e relaxar um pouco na Blue Lagoon.

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