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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1123

Tatiane terminou o pedaço de bolo que tinha nas mãos antes de falar, com calma:

— Seu irmão realmente não parece querer me machucar. Mas eu não me lembro de nada, e imagino que ele tenha alguma coisa a ver com isso.

Nadja permaneceu em silêncio.

E aquele silêncio já dizia o bastante.

— O que eu ainda não entendo é por que ele me mantém presa aqui e por que fez com que eu perdesse a memória.

Nadja franziu levemente a testa.

— O Sr. Leandro não explicou nada?

— Disse que, quando eu recuperar a memória, vou entender.

Tatiane não se lembrava de absolutamente nada. Talvez, mesmo que tentassem lhe contar toda a verdade naquele momento, ela não conseguisse compreender o que havia acontecido.

Ainda assim, não saber por quanto tempo teria de continuar ali lhe causava uma inquietação constante.

Nos últimos dias, vinha sonhando repetidamente com uma garotinha linda.

Queria tanto vê-la.

Queria pegá-la no colo.

Nadja apertou os lábios, sem saber como responder.

— Desculpe. Eu também não sei como explicar isso para você.

Tatiane suspirou.

De qualquer forma, o professor havia dito que eles não ficariam ali por muito tempo.

Talvez, depois de sair daquele lugar, sua memória voltasse e ela acabasse entendendo tudo sozinha.

Por isso, não insistiu.

As duas ficaram em silêncio enquanto Tatiane terminava os doces que restavam no prato.

Seu apetite também havia melhorado bastante nos últimos dias.

Nadja a observou discretamente.

Pouco antes, uma das funcionárias lhe contara que Tatiane estava grávida. Agora que prestava mais atenção, conseguia perceber alguns sinais.

"O bebê deve ser do Henrique, não é?"

Se fosse de Leandro, dificilmente ele conseguiria agir com tanta calma e contenção ao lado dela.

Pelo que Nadja sabia, Henrique ainda nem sequer tinha conhecimento da gravidez.

Ela preferiu não pensar mais no assunto.

— Quer dar uma volta? — Perguntou.

Tatiane assentiu.

As duas desceram juntas.

Leandro estava na sala, lendo o jornal para passar o tempo.

Na propriedade, qualquer sinal de comunicação era bloqueado. Não havia internet, e todos os dias alguém levava jornais com as principais notícias. Mesmo assim, nenhuma matéria mencionava o que estava acontecendo com a família Ramos.

Quando Tatiane estava acordada, Leandro costumava acompanhá-la em caminhadas pela propriedade. Enquanto ela dormia, ele passava o tempo lendo ou se exercitando.

Nadja voltou a si.

Tatiane a observava, e Leandro também havia dirigido o olhar para ela.

Ela sorriu.

— Em nada.

Com uma cesta de bambu nas mãos, aproximou-se de Tatiane.

Depois de cerca de meia hora colhendo mirtilos, Leandro pegou a cesta que Tatiane carregava. Em seguida, olhou para Nadja.

— Quer que eu leve a sua também?

O coração dela falhou uma batida.

— Não precisa. Eu consigo.

— Tudo bem.

Leandro não insistiu.

Nadja apertou os dedos em torno da alça da cesta e baixou os olhos, escondendo a própria reação.

Tatiane, porém, percebeu.

Quando deixaram o pomar, os três seguiram de volta para a casa.

Tatiane e Nadja caminhavam à frente.

Leandro vinha alguns passos atrás delas.

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