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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 111

Henrique assentiu. Inclinou-se e beijou a testa da filha. Em seguida, estendeu a mão, pegou um livro de contos de fadas que estava sobre a mesa de cabeceira e perguntou:

— Que história você quer ouvir hoje?

Bia se aconchegou ao lado do pai e ficou ouvindo enquanto ele lia para ela.

Quando a história terminou, Bia chamou de repente:

— Papai...

Henrique voltou o olhar para a filha. Seus olhos estavam cheios de ternura.

— O que foi?

Bia ergueu os olhos para ele e perguntou:

— Por que eu não tenho mamãe?

A mão de Henrique pousou de leve no rosto da filha, acariciando-lhe a bochecha. Seus olhos se anuviaram com algo difícil de nomear.

— O primo mais velho, o primo mais novo e a Lili... Todos têm mamãe. Hoje, no hospital, as outras crianças que estavam doentes também estavam com as mamães delas. Só eu não tenho mamãe...

Enquanto falava, os olhos da menina começaram a ficar vermelhos.

Até os três ou quatro anos, a palavra mamãe era quase estranha para Bia.

O pai, o avô e a avó sempre a cercaram de amor. Para ela, ter ou não ter mãe parecia não fazer diferença.

Mas, conforme foi crescendo e começou a frequentar a pré-escola, a figura da mãe passou a ocupar um espaço cada vez mais nítido em sua consciência.

Ela começou a reparar nas mães das outras crianças ao seu redor.

O primo mais velho, o primo mais novo e a Lili tinham pai e mãe. E, quando via os três chamando pela mãe, fazendo manha e correndo para os braços dela, alguma coisa apertava em seu peito.

Por que só ela não tinha mamãe?

Naquele dia, no hospital, havia crianças doentes cercadas pelo pai e pela mãe.

E ela... Ela só tinha o pai.

Desde sempre, não havia mamãe.

Quando alguém adoece, os sentimentos ficam mais à flor da pele. Com criança, não era diferente.

Ao ver os olhos avermelhados da filha, o coração de Henrique afundou.

Na verdade, ele já esperava por aquela pergunta. À medida que a menina crescesse, certas dúvidas surgiriam naturalmente.

Acariciando de leve a cabeça dela, ele disse:

No dia seguinte.

A febre de Bia já havia passado completamente, mas ela ainda não tinha recuperado a vivacidade de sempre. Precisaria descansar por mais dois dias.

Henrique a carregou no colo até o andar de baixo. O rostinho de Bia estava radiante. Assim que viu o avô e a avó, tratou logo de cumprimentá-los, toda feliz.

Quando Bianca se aproximou para pegar a neta no colo, viu o pingente pendurado no pescoço da menina e ficou imóvel por um instante.

No hospital, no dia anterior, ela já havia percebido que Bia não parava de olhar para a família que estava ao lado.

A criança estava crescendo. Aos poucos, começava a ganhar consciência de si mesma e do mundo à sua volta.

Bianca lançou um olhar ao filho, mas não perguntou nada.

Na área das mansões de Jardim das Colinas,

Tatiane se levantou cedo para correr. Roberto já estava esperando por ela na porta e, quando a viu, ergueu a mão para cumprimentá-la.

Quando o condomínio foi lançado, Roberto comprou uma casa ali. Na época, foi uma decisão que ele havia discutido com Cristiano.

Agora, Roberto morava por perto e vivia aparecendo na casa de Cristiano para filar uma refeição.

Depois que os dois terminaram a corrida, Roberto, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo, foi junto tomar café da manhã na casa dele.

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