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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 110

Quando Tatiane e os outros voltaram à quadra, o Sr. Vinícius pediu desculpas a Leandro e Sérgio, dizendo que sua sugestão tinha acabado estragando a diversão de todos.

— Sr. Vinícius, não leve isso para o lado pessoal. Isso não teve nada a ver com o senhor. — Respondeu Leandro.

Patrícia entrou na conversa:

— Sem aquele povo por perto, a gente até se diverte mais sozinho.

O Sr. Vinícius sorriu.

De fato, Leandro era bem mais acessível e mais fácil de lidar do que Henrique.

Claro, só até certo ponto.

Porque, naquele círculo, ninguém que tivesse chegado ao nível deles era exatamente inofensivo.

Depois de trocar mais algumas palavras com o grupo, o Sr. Vinícius e o vice-presidente Caio se despediram e foram embora.

Patrícia não conseguiu esconder a preocupação:

— E se aquele desgraçado resolver arrumar problema para a Tati?

Ela ainda se lembrava muito bem do que tinha acontecido cinco anos antes. Na época, tinha dado um tapa em Karine e, em represália, Henrique partira para cima da Atlântica Participações.

Tatiane, porém, não parecia se importar.

— Então vamos ver se ele consegue mesmo me bloquear em tudo.

Depois disso, Tatiane, Leandro e os outros jogaram mais algumas rodadas entre si.

À noite, Roberto pagou o jantar para todo mundo.

Quando Tatiane voltou para casa naquela noite, Cristiano também tinha acabado de chegar.

— Mano, correu tudo bem hoje?

Os dois conversavam enquanto entravam juntos em casa.

Na residência da família Barbosa, Henrique desceu do carro com a filha nos braços e entrou.

Lorena e Bianca vinham logo atrás.

Alexandre e Wallace já estavam esperando em casa.

Assim que Antônio e Gustavo viram que eles tinham chegado, correram até a porta, aflitos.

— A nossa irmãzinha!

Mais cedo, naquela tarde, ela ainda estava brincando com eles normalmente. De repente, passou mal. Os dois quiseram ir junto ao hospital, mas a avó mandou que ficassem em casa esperando notícias.

Lorena se aproximou e tratou de acalmá-los:

— A irmãzinha de vocês está bem agora. Não se preocupem.

Todos entraram.

Wallace ajudava Alexandre, que se apoiava na bengala, e os dois avançaram depressa, cheios de preocupação.

— A Bia está bem, não está? — Perguntou Wallace, com os olhos apertados de aflição.

— Mãe, pode ir descansar.

Bianca olhou para o filho.

Desde que ele tivera a filha, parecia haver nele algo diferente: mais calor humano, mais afeto. Por causa da menina, ele também se aproximara mais da família.

Bia gostava muito dos bisavós e dos avós, por isso Henrique a levava com frequência para lá. Agora, nas férias de verão, ela passava a maior parte do tempo na casa de Lorena, e a família inteira andava mais animada, mais barulhenta, mais viva por causa dela.

— Tudo bem.

Quando adoecia, Bia só deixava Henrique cuidar dela.

Bianca se despediu da neta.

Beatriz acenou para a avó.

— Boa noite, vovó.

Bianca acariciou de leve a cabecinha dela.

— Boa noite, meu amor.

Henrique apagou a luz principal do quarto e deixou aceso apenas o abajur ao lado da cama. Então se deitou ao lado de Bia e puxou o cobertor sobre os dois.

Bia se aninhou contra o pai e o chamou, dengosa:

— Papai...

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