Ao ver aquilo, o homem tatuado soltou um palavrão, avançou correndo e chutou o ombro de Eduardo.
Daniela gritou:
— Eduardo...
O taco de beisebol caiu no chão.
Eduardo desabou e voltou a tossir várias golfadas de sangue.
O homem tatuado deu mais um chute nele e virou o corpo, pronto para caminhar na direção de Daniela.
De repente, uma de suas pernas foi agarrada.
Ele baixou a cabeça e viu que era Eduardo.
A cabeça e a boca de Eduardo estavam cobertas de sangue.
Àquela altura, ele já deveria ser incapaz até de mover um dedo.
Mesmo assim, ainda tinha força para segurar a perna do homem.
O homem tatuado perdeu a paciência de vez.
Pegou o taco de beisebol do chão.
— Nesse estado, você ainda quer proteger sua mulher e seus bebês? Seja esperto. Entregue logo o que eu quero, e eu posso deixar vocês quatro morrerem sem sofrer tanto!
Eduardo reuniu todas as forças para segurar a perna dele.
Seus olhos, tingidos de sangue, continuavam fixos em Daniela.
Os lábios dele se moveram.
— Daniela... aguenta firme...
Ao perceber que Eduardo não pretendia soltar, o homem tatuado explodiu de raiva.
Ergueu o taco de beisebol bem alto e golpeou as costas dele com violência.
O som do taco atingindo as costas de Eduardo foi mais cortante que um tiro.
Toda a força e toda a razão de Daniela desmoronaram naquele instante.
Ela olhou para Eduardo, que parecia disposto a morrer sem soltar a perna do homem, e viu o sangue jorrar sem parar da boca dele.
Então perdeu o controle de vez.
— Para de bater nele! Para... Eduardo, levanta! Corre!
Mas Eduardo simplesmente não soltava.
Daniela sabia que ele estava ganhando tempo.
Ela já nem lembrava quantas vezes o homem tatuado tinha batido nele.
Só sabia que, quando ele levou mais um golpe, cuspiu uma golfada de sangue.
As sirenes da polícia se aproximavam lá fora.
O homem tatuado percebeu que eles não conseguiriam escapar, e todo o desejo de vingança explodiu dentro dele.
Com toda a força, ele chutou Eduardo para longe e caminhou a passos largos em direção a Daniela.
— Eduardo... Ah!
Ele acertou um tapa no rosto de Daniela, e o grito dela foi cortado de repente.
O golpe foi extremamente forte. Daniela caiu no chão junto com a cadeira.
A barriga, que já sofria com contrações intensas, doeu ainda mais naquele instante.
O lado do rosto atingido perdeu completamente a sensibilidade.
O zumbido nos ouvidos cobriu todos os sons ao redor.
A consciência dela ficou turva.
Ela só sentiu alguém soltando as cordas que prendiam seu corpo.
Em seguida, foi puxada com brutalidade, o corpo inteiro tomado pela dor.
A paciência do homem tatuado acabou.
Ele levantou a mão e deu vários tapas em Daniela.
Daniela ficou tonta com os golpes, caiu no chão sem forças e sentiu o sangue escorrer ainda mais por baixo de seu corpo.
Os bebês. Os bebês dela...
Os cílios dela tremeram. A mão trêmula cobriu a barriga tomada por contrações violentas.
Os bebês dela... Alguém precisava salvar os bebês dela...
Ao ver que ela finalmente tinha parado de resistir, o homem tatuado riu com arrogância, abriu a calça e avançou na direção dela.
A faca tática caiu no chão, lançando um brilho frio no depósito escuro.
Daniela fixou os olhos naquele brilho, sem piscar.
Quando o homem tatuado se inclinou e chegou mais perto, Daniela de repente mordeu o braço dele como uma louca.
Usou toda a força que ainda restava, e o gosto de sangue encheu sua boca no mesmo instante.
— Sua vadia!
O homem tatuado gritou de dor e arremessou Daniela para longe.
Daniela foi jogada no chão com força.
Outra contração intensa veio da bar e a dor fez sua visão escurecer.
O cabelo dela foi puxado com brutalidade.
Quando o homem tatuado avançou outra vez, Daniela ergueu a mão de repente.
O mundo pareceu parar.
A ponta afiada da faca atravessou carne e pele. O sangue quente espirrou no rosto dela.
Então o sangue de um demônio também era quente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...