— Obrigada pela preocupação de vocês.
Mariana apoiou as mãos na cama para sentar, mas o movimento repuxou a ferida, e ela puxou o ar entre os dentes de dor.
Luana ficou parada ao lado, olhando, sem mover um dedo.
Mimada desde sempre, Luana estava acostumada a receber elogios e cuidados.
Não sabia cuidar de ninguém, muito menos demonstrar preocupação.
Além disso, a visita daquele dia tinha um objetivo claro e não vinha do coração.
Ao ver Mariana tão fraca e fazendo tanto esforço, Luana não sentiu a menor empatia e nem percebeu que sua atuação deixava muito a desejar.
Mas toda aquela indiferença não escapou aos olhos de Mariana.
Ela sabia muito bem.
Paula e Luana não eram as pessoas ideais para uma parceria lado a lado.
Ainda assim, nunca foi mentira que pessoas com um inimigo em comum podiam unir forças.
Mariana baixou os olhos, escondendo os cálculos em seu olhar.
Quando ergueu os olhos de novo, já exibia um sorriso gentil e amável.
— Não fique aí parada. Sente. Somos da mesma família, não precisa fazer cerimônia...
......
Cerca de dez minutos depois, Luana foi embora.
Quando ela saiu, Zuleide acabava de voltar das compras.
As duas encontraram uma à outra do lado de fora do quarto.
O olhar de Luana cruzou o de Zuleide por um instante, mas ela não parou e seguiu direto para o elevador.
A mão de Zuleide parou por um momento sobre a maçaneta, e ela virou a cabeça para olhar as costas de Luana.
Depois de ver Luana entrar no elevador, Zuleide desviou o olhar, girou a maçaneta e abriu a porta do quarto.
No quarto, Mariana estava encostada na cabeceira da cama, segurando um livro.
— Sra. Mariana, comprei os ingredientes. Espere só um pouco. Vou preparar o almoço agora.
Mariana baixou o livro e virou a cabeça para olhar para ela.
— Está bem. Obrigada pelo trabalho.
— Imagina, é o que eu devo fazer.
Zuleide sorriu e levou as compras para a cozinha do quarto.
Logo, o som de Zuleide ocupada veio da cozinha.
Mariana desviou o olhar, pegou o celular, encontrou o número de Eduardo e fez a ligação.
O telefone tocou algumas vezes antes de ser atendido.
No oitavo dia, o departamento de meteorologia emitiu um alerta: as correntes tropicais sobre o mar apresentaram uma anomalia.
Um superfuracão havia mudado de rota de repente e estava se aproximando da costa.
Segundo a previsão do departamento de meteorologia, o furacão atingiria o litoral de Costa Clara na noite depois de amanhã.
As autoridades locais emitiram alertas em sequência, lembrando os moradores de fazer os preparativos com antecedência.
Logo cedo, Patrícia chamou pessoas para reforçar as portas e janelas da pousada.
Para quem vivia à beira-mar havia muito tempo, situações assim durante a temporada de furacões já eram costumeiras.
No entanto, a ocorrência de um furacão naquela época do ano era muito rara.
Nos últimos anos, o clima global também vinha ficando cada vez mais anormal.
Em circunstâncias normais, Daniela talvez não desse tanta importância a um furacão.
Mas agora ela estava grávida, e a situação era diferente.
Precisava levar mais coisas em consideração.
Depois do almoço, ela estava deitada na cadeira de balanço do lado de fora do quarto, pensando se deveria ir para outra cidade nos próximos dois dias para evitar a tempestade.
Foi então que o celular tocou de repente.
Daniela pegou o aparelho.
Na tela, aparecia um número desconhecido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...