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Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar romance Capítulo 196

Cidade dos Ventos.

No hospital, dentro do quarto VIP.

A enfermeira trocou o curativo de Mariana, deu algumas orientações e saiu.

Diego tinha ido para a escola infantil, e Zuleide tinha saído para comprar mantimentos.

A estrutura ali era completa, e ao lado havia até uma sala de descanso para familiares.

Durante os dias em que Mariana ficou internada, Zuleide levou Diego para ficar no hospital.

Benjamin havia contratado uma cuidadora para Mariana, mas, no dia anterior, Mariana achou que já estava bem melhor e não precisava mais de ajuda.

Então, usando como desculpa o fato de não estar muito acostumada, pediu que Benjamin dispensasse a cuidadora.

Naquele momento, Mariana estava sozinha no quarto.

A ferida dela estava se recuperando bem.

Nos últimos três dias, Eduardo esteve muito ocupado.

Foi ao hospital duas vezes, mas, em todas elas, ficou acompanhando Diego e quase não conversou com Mariana.

Mariana ficava cada vez mais aflita.

A ferida estava cicatrizando bem.

Se continuasse assim, em menos de três dias ela poderia receber alta.

Diego agora dependia muito dela.

Se Mariana dissesse que queria levar o menino para o exterior, Diego provavelmente aceitaria.

Mas ela não queria realmente ir embora do país.

Depois de tanto esforço para encontrar um motivo para voltar, ela não queria perder assim a fama e a riqueza da família Soares, nem um homem tão excelente quanto Eduardo.

Além disso, ela tinha sido tão cruel consigo mesma ao fazer aquele corte e suportado tanto sofrimento justamente para ficar ao lado de Eduardo.

Se agora fosse embora para o exterior, aquele corte não teria sido em vão?

Mariana estava ansiosa.

Nos últimos dois dias, vinha pensando sem parar em como encontrar uma justificativa adequada para continuar ali.

Nesse momento, alguém bateu à porta do quarto.

Ela voltou a si e ergueu os olhos para a entrada.

A porta do quarto abriu, e uma figura familiar e bonita entrou.

Ao reconhecer a pessoa, Mariana ficou ligeiramente surpresa.

— Luana?

Obviamente, também tinha alguma intenção de aproximação.

Mariana manteve uma expressão calma, mas, por dentro, estava sempre em alerta.

Luana usava roupas de grife da cabeça aos pés.

A bolsa que carregava era um modelo do ano anterior.

Na outra mão, segurava uma cesta de frutas.

A cesta era muito comum.

Bastava olhar para perceber que tinha sido comprada às pressas em alguma loja de frutas no andar de baixo.

Mariana passou os olhos por tudo sem deixar vestígios, e um traço de sarcasmo brilhou em seu olhar.

Luana realmente tinha sido criada no mimo. Nem sabia fingir direito.

Luana caminhou até ela e observou o rosto pálido de Mariana.

Nos olhos com maquiagem refinada, uma ponta de repulsa e desprezo passou rapidamente.

Logo depois, Luana curvou os lábios e forçou um sorriso que ela mesma julgava gentil e sincero.

— Sra. Mariana, só fiquei sabendo hoje que você estava internada. Por coincidência, minha mãe viajou com amigas estes dias. Caso contrário, ela teria vindo comigo visitar você.

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