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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 82

No dia seguinte, sete da manhã.

Cecília desceu as escadas.

Tiago Rodrigues e Henrique Rodrigues haviam cancelado suas reuniões matinais e estavam todos em casa.

Os olhares que recaíam sobre Cecília eram carregados de expectativa e nervosismo.

Fernanda Almeida foi ao seu encontro, segurando a mão da filha enquanto analisava seu rosto com cuidado:

— Ceci, dormiu bem essa noite?

Após uma noite de sono, não havia mais qualquer traço de cansaço nas feições de Cecília. Ela sorriu levemente e assentiu:

— Dormi muito bem. Vou me preparar. Logo estarei pronta para aplicar as agulhas no vovô.

— Não tenha pressa, coma o café da manhã primeiro. — Fernanda instruiu os empregados a trazerem a refeição.

Cecília concordou com a cabeça. Enquanto tomava o café, aproveitou para revisar com o mordomo Luccas os detalhes dos equipamentos necessários.

O trabalho do mordomo Luccas era impecável e sempre confiável.

Tudo o que ela havia solicitado estava preparado com precisão e, sob a organização de Luccas, os itens já estavam devidamente posicionados no gazebo do jardim dos fundos desde as primeiras horas da manhã.

Meia hora depois.

A família caminhou em grupo até o gazebo, empurrando Francisco, que estava tão tenso que seu corpo parecia engessado na cadeira de rodas.

O local havia sido escolhido a dedo. O horário era perfeito, a luz do sol estava na medida certa e o ar era fresco.

Esse ambiente ajudaria significativamente a reduzir o sofrimento de Francisco durante o procedimento.

Dentro do gazebo, havia uma maca de massagem feita de madeira nobre, preparada sob medida. Ao lado dela, incontáveis agulhas de ouro e prata, além de outros instrumentos necessários, estavam perfeitamente alinhados e esterilizados.

Francisco foi posicionado ao lado da maca e dois empregados o ajudaram, com extremo cuidado, a se deitar.

Durante todo o processo, o corpo dele continuava rígido como uma tábua.

Os outros membros da família Rodrigues, incluindo todos os empregados ao redor, estavam tão nervosos que mal ousavam respirar em voz alta. A atmosfera era densa.

— P-pronto, Ceci. — Embora Francisco estivesse lutando bravamente para controlar suas emoções, as mãos repousadas nas laterais de suas pernas tremiam visivelmente.

— Exatamente. Tente relaxar um pouco. — Henrique Rodrigues também interveio.

Francisco estava tenso, mas não deixava de ser um homem de espírito elevado:

— É isso aí, Ceci! O vovô já é um osso velho. Se eu for curado, lucro meu. Se não for, eu já vivi o suficiente, estou acostumado com essa cadeira!

Enquanto falava, ele batia com a mão no próprio peito.

Cecília: "..." Na verdade, ela não estava nem um pouco nervosa e não sentia pressão alguma. Eles, por outro lado, pareciam aterrorizados.

Mas ela entendia. A família estava com medo de que ela se cobrasse demais e, caso o resultado fosse negativo, acabasse sofrendo com culpa e remorso.

No entanto, para ela...

Se ela disse que podia curar, é porque tinha cem por cento de certeza. O fracasso simplesmente não existia.

Cecília finalizou os preparativos, virou o rosto para Francisco e deu um sorriso tranquilo:

— Vocês estão preocupados com a coisa errada.

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