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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 81

— O que realmente importa é que você se esforçou, aprendeu durante o processo e se tornou alguém melhor.

O sorriso de Fernanda ficou ainda mais gentil:

— Além disso, a nossa Vanessa já é excelente.

Essas palavras deveriam ser reconfortantes, mas aos ouvidos de Vanessa... soavam como agulhas sendo enfiadas em sua pele.

O resultado não importa?

O processo é valioso?

Tudo balela!

Parciais!

Eles eram incrivelmente parciais!

Eles simplesmente não queriam mover um dedo por ela!

Aquela história de tratá-la como família e agir com igualdade era tudo mentira!

Se conseguiram colocar uma fracassada nos estudos como a Cecília dentro do instituto de pesquisa nacional, a ponto do próprio professor Erick Serra tratá-la tão bem, por que não podiam fazer o mesmo por ela?

Era tão simples! Bastava terem mencionado o nome dela na mesma hora em que deram esse empurrão na Cecília e a colocaram no instituto. Com o peso do nome da família Rodrigues, o professor Erick Serra jamais a trataria com a frieza de hoje!

Na cabeça de Vanessa, a família estava reservando tudo de melhor só para Cecília.

O ódio fervia dentro do peito de Vanessa, quase a fazendo vomitar sangue de tanta raiva, mas, por fora, ela forçou uma expressão ainda mais injustiçada. Lágrimas grossas começaram a rolar por seu rosto, uma após a outra.

Ela chorou, soluçando:

— Mãe... eu sou tão ruim assim? Será que o professor Erick Serra nunca aceitaria uma aluna como eu?

Ela queria usar aquela tática para forçar Fernanda a ajudá-la.

Queria que a ajudassem exatamente como fizeram ao empurrar a medíocre da Cecília para o professor Erick Serra.

Porém, Fernanda apenas a abraçou, dando tapinhas suaves em suas costas. A voz era pura doçura:

— Bobinha, é claro que você é excelente. Se o professor Erick Serra não a aceitou, é apenas um sinal de que os estilos de vocês não combinam. Mas a sua competência é inquestionável.

Mentira!

— Termine de comer e vá descansar cedo. Preciso ir ver a sua irmã, ela teve um dia exaustivo.

— Mãe... — Vanessa se desesperou e agarrou a mão de Fernanda, mordendo o lábio com os olhos vermelhos.

Ela queria manter Fernanda ali, impedi-la de ir atrás de Cecília.

Mas Fernanda apenas deu um tapinha leve na mão dela e disse suavemente:

— Não chore mais. Se os seus olhos ficarem inchados, você não vai ficar bonita amanhã. Vá dormir.

A porta se fechou.

A expressão frágil e digna de pena no rosto de Vanessa se distorceu em um segundo, tornando-se sombria e repulsiva.

Parcialidade!

A mãe era absurdamente parcial!

Desde que a Cecília havia voltado para aquela casa, todos só tinham olhos para ela!

Ela agarrou o travesseiro com ódio e o arremessou violentamente contra a porta.

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