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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 66

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Cecília parou os dedos. Olhou para a tela enquanto o programa voltava ao seu fluxo normal.

Depois de garantir que o sistema central estava estável e de que o restante da equipe poderia gerenciar as próximas manutenções, ela finalmente soltou o ar que segurava.

As pontas de seus dedos formigavam levemente pela tensão ininterrupta e velocidade absurda no teclado.

— P-pronto...

— Meu Deus! Essa velocidade de varredura foi ainda mais rápida que a do nosso software de limpeza premium! Não sobrou um traço!!

— Armadilha do núcleo erradicada! O alarme foi desligado!

— Caramba! A pessoa misteriosa que fez aquele reparo de emergência na noite passada... Foi essa garota, não foi? Ela já sabia que o segundo ataque aconteceria! Fez questão de deixar os blocos de interceptação montados previamente!

— O endereço IP da base inimiga já foi localizado! Já sincronizamos com o Ministério da Defesa, em breve eles estarão atrás das grades!

— ...

O perigo fora arrancado pela raiz. O alerta vermelho se transformou em verde. Um suspiro de êxtase, o alívio de sobreviver ao pior, espalhou-se por toda a sala.

No balcão de controle geral, o Professor Erick Serra estava visivelmente emocionado.

— Muito bem... Engenheira Cecília, Engenheiro Sebastião. Vocês dois foram impecáveis...

Através da tela interligada, ele viu a garota esfregando o meio das sobrancelhas, acomodada na cadeira.

Ele rapidamente interveio:

— Vocês dois, vão direto para o refeitório comer alguma coisa.

O rosto do Seu Erick carregava um peso imenso de cansaço, mas seus olhos cintilavam com excitação fervente:

— As coisas já se acalmaram. Vocês precisam recuperar as energias. Descansem por duas horas. A próxima fase envolve reforço e restauração, e vai exigir a mente totalmente limpa e o dobro de foco. Não podemos ter o luxo de errar.

Sebastião Guimarães levantou-se languidamente e se espreguiçou. Com a maior naturalidade do mundo, pegou o copo vazio ao lado de Cecília e o encheu com água morna.

— As ordens do Seu Erick são absolutas.

Ele depositou o copo do lado dela. O corpo inclinou-se suavemente para a frente, apoiando a mão na mesa próxima ao copo, lançando sobre ela um olhar profundo e lânguido:

— O Seu Erick tem razão. Tá na hora de recarregar as baterias.

A distância entre eles encurtou perigosamente.

Observando a garota quase fugindo, os lábios finos de Sebastião se curvaram. Seu sorriso floresceu de maneira deslumbrante e sedutora.

Ele colocou as mãos nos bolsos e seguiu logo atrás.

Como o momento era crítico e fora do horário comercial, o refeitório do Instituto estava absurdamente vazio, com apenas meia dúzia de pesquisadores comendo em absoluto silêncio.

Os dois pegaram a comida e escolheram um canto mais discreto para sentar e comer.

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Nos portões de fora do Instituto de Pesquisa, Vanessa Rodrigues aguardava ansiosamente. Os braços apertavam contra o peito uma pilha imaculada de documentos. Seus olhos vasculhavam obsessivamente as portas.

Seu rosto perfeitamente maquiado transbordava impaciência e angústia.

Ela estava plantada ali há mais de quatro horas. Esperou desde o início da manhã até a tarde cair, com o estômago roncando, mas não ousava arriscar dar um passo.

Temendo que, no segundo em que virasse as costas, o Professor Erick Serra cruzasse o saguão.

Com tanto tempo investido ali, não iria desistir à toa.

Mas quanto mais esperava, mais angustiada Vanessa ficava. O orgulho já arranhava de humilhação.

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