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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 481

— Pronto.

Quando Cecília fechava os olhos, preenchendo o cérebro com raízes e chás medicinais, quase repetindo pelo centésimo remédio à toa.

Sebastião Guimarães por fim havia mexido nos fios de cabelo.

Cecília em seguida tentava virar o ombro, querendo desviar do dedo do cara tocando os cabelos do couro cabeludo dela.

Porém, Sebastião Guimarães soltou a palma da mão.

Ela andou.

A carne quente encostava na pele de Cecília.

Com toques...

Batendo na mente dela.

Cecília subiu e recuou duas passadas.

Seus olhos brilhantes e claros se arregalaram, encarando-o.

Mal sabia ela que a maneira como ela parecia agora, aos olhos de Sebastião Guimarães...

Simplesmente a deixava fofa a ponto de deixá-lo quase sem conseguir controlar sua vontade de ser inconveniente.

As pontas dos olhos da menina tinham ficado de um rosa tênue.

Olhos arregalados.

O rostinho pequeno não tinha a habitual preguiça despreocupada; pelo contrário, estava vívido e brilhante.

Isso... não significava, na verdade, que o que Cecília sentia por ele era maior do que ele imaginava?

Se não, por que ela teria ficado envergonhada com um simples toque?

Os olhos de Sebastião Guimarães não puderam evitar de rir; seus belos olhos amendoados curvaram-se para cima, exibindo um fascínio sedutor.

As orelhas de Cecília queimaram novamente.

Ri, ri, ri.

O que havia de engraçado?

Esse exibido pavão que não parava de usar a própria aparência como isca!

Cecília, com os olhos por baixo dos longos cílios escuros, desviou o olhar e caminhou rumo ao elevador: — Eu vou olhar a Ver... cof, Lótus Bianco, como está na escolha do vestido. Como ela não veste vestidos formais, não deveria saber como pôr um vestido longo, eu vou ajudá-la.

O salto alto fino bateu no chão, fazendo ecoar no espaço vazio.

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