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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 480

Então ela acenou para Cecília casualmente e seguiu com o guarda-costas.

Os outros seguranças também logo arrastaram todos os samurais da Nação de Valdoura do chão para longe.

Apenas dois minutos.

O silêncio voltou na garagem.

Sobraram apenas Cecília e Sebastião Guimarães.

— Se machucou? — O homem abaixou seus belos olhos amendoados. No espaço grande e calmo, a voz grave espalhou uma sedução.

Mexendo com os tímpanos de Cecília.

Parecia ser só uma pergunta muito simples.

Porém, a atmosfera ao redor deles ficou cheia de um romance estranho.

— Estou bem. — Cecília desviou o olhar, de um jeito pouco natural erguendo a mão para arrumar o cabelo caído perto das bochechas. — Foram peixes pequenos, não podiam me machucar.

— Espere.

Sebastião Guimarães abriu a boca repentinamente.

O pulso que ela tinha erguido foi segurado pelos dedos compridos do homem.

A palma da mão estava quente.

Aquilo esquentou Cecília de vez.

Os longos cílios negros de Cecília piscaram rapidamente, e ela quis recolher a mão.

Mas o homem então se curvou, com os lábios finos soltando uma respiração com o cheiro morno de pinho perto dos ouvidos dela.

— O seu cabelo bagunçou. Deixa eu arrumar.

Cecília encolheu o pescoço com cócegas.

Arrumar o cabelo era arrumar o cabelo, tinha de chegar tão perto de propósito?

Esse exibido...

Só gostava de pegar qualquer chance para exalar a sua química.

— Não se mova.

A grande mão do homem desceu do pulso até o ombro dela.

E, depois, rodeou pelas costas dela.

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