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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 41

Cecília ergueu levemente os cílios, lançando um olhar de soslaio.

Os passos do segurança congelaram no mesmo instante.

Com um sorriso nos lábios vermelhos, Cecília moveu os dedos, revelando um cartão de tom dourado-escuro, esculpido com intrincados fios de ouro.

Assim que o segurança viu o cartão, seu rosto perdeu a cor e suas pernas fraquejaram. Ele se endireitou num sobressalto e fez uma reverência profunda, num ângulo perfeito de noventa graus:

— Seja bem-vinda, respeitável Membro Firmamento!

Membro Firmamento?

Bento e Liliane Mendes ficaram paralisados.

Cecília, uma Membro Firmamento?

Como isso era possível?!

No entanto...

Por mais que se recusassem a acreditar, os dois viram com os próprios olhos quando Cecília entregou o cartão ao segurança. Com as mãos nos bolsos, ela caminhou com uma postura arrogante e intimidadora, seguindo em outra direção.

Bento conhecia bem aquela direção. Era a área recém-inaugurada do Clube Central, chamada Salão Imperial.

Um espaço exclusivo, criado sob medida para o entretenimento da elite e dos magnatas mais poderosos de Cidade Capital.

Um lugar onde a família Mendes não tinha qualificação nem mesmo para ficar parada na porta.

Cecília... tinha um passe de acesso Firmamento?

Chocado, Bento até se esqueceu de ajudar Liliane a se levantar. Tropeçando nos próprios pés, ele correu atrás de Cecília.

O Salão Imperial possuía um sistema de segurança extremamente complexo, com restrições de acesso severas.

Ele observou o segurança aproximar o cartão dourado-escuro do leitor.

Bipe.

— Identidade confirmada! Bem-vinda ao prestigioso Salão Imperial. Seu nível de acesso é o Setor Celestial. Toda a equipe do Clube Central saúda a sua chegada.

A voz eletrônica e fria soou clara pelo corredor.

O elevador privativo se abriu em seguida. Um mordomo de alto escalão, vestindo um fraque de grife, aproximou-se e curvou-se com reverência:

Guiada pelo mordomo reverente, Cecília entrou no elevador exclusivo com seus passos longos e elegantes.

Ao ouvir o chamado, ela apenas levantou os olhos com preguiça. Seu olhar frio e cristalino varreu os rostos chocados e pálidos de Bento e Liliane, que pareciam ter engolido uma mosca de tão enojados.

Um sorriso zombeteiro e perigoso curvou os lábios dela.

Seu olhar gélido, desprovido de qualquer emoção, fez Bento sentir algo muito claro...

Um desprezo absoluto!

Cecília estava olhando para ele como se ele não fosse nada.

Com que direito ela ousava desprezá-lo?!

O rosto de Bento se contorceu de raiva, assumindo uma expressão feroz e sombria.

As portas do elevador se fecharam, cortando o contato visual.

Deixando Bento e Liliane para trás, sob os olhares estranhos dos presentes, parecendo dois palhaços patéticos e ridículos.

— Ei, Sebastião, aquela ali não é... a garota que vimos hoje no hospital?

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