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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 37

Cecília saiu da mansão com uma mão no bolso, caminhando com a postura relaxada e imponente de quem era dona do mundo.

"Bip! Bip!"

O som de uma buzina ecoou duas vezes.

Uma figura saltou do carro às pressas, acenando loucamente:

— Cecília! Cecília!

O olhar de Cecília pousou no veículo estacionado em frente aos majestosos portões da propriedade: um esportivo azul neon, de linhas aerodinâmicas e cores berrantes, extremamente chamativo.

Depois, ela olhou para as roupas de Isaque Pereira: um conjunto de calça e jaqueta de couro verde fluorescente.

Cecília: ...

Ele parecia um playboy espalhafatoso.

Ainda bem que ele era bonito o bastante pra não ficar ridículo vestido daquele jeito.

— Ahhhh, Cecília! Residencial Prime Vale! Estamos falando do Residencial Prime Vale, o metro quadrado mais caro de toda a Cidade Capital! E esse terreno é no melhor ponto, o mais luxuoso de todos. Olha o tamanho dessa propriedade!

Isaque Pereira não achava que havia nada de errado com sua roupa. Ele esticava o pescoço de forma exagerada, encarando a mansão principal atrás dos portões de ferro forjado. Ele estalou a língua, completamente abismado:

— Cecília, confessa! Quão funda é a conta bancária da sua família?! Tá vendo isso? Cheguei a ficar com os olhos vermelhos de inveja!

Aquele lugar, aquela localização... nem se o coroa dele implorasse de joelhos conseguiria comprar algo ali!

Cecília abriu a porta do carro e sentou no banco do passageiro. Tirou a nova identidade do bolso e balançou na frente dos olhos de Isaque.

Isaque se inclinou. Quando seus olhos bateram no sobrenome impresso no documento, suas pupilas dilataram:

— Cecília Rodrigues?!

Ele ergueu a cabeça num solavanco, perdendo toda a postura brincalhona de antes:

— Rodrigues? O sobrenome da família Rodrigues, a mais rica da Cidade Capital?

Com um movimento ágil dos dedos, Cecília recolheu a identidade para a palma da mão e a guardou.

Foi uma confirmação silenciosa.

Como se Cecília ainda fosse aquela garota da família Mendes que dizia amém para todos os caprichos dele.

Mas, de fato, Cesar Gomes sempre foi muito autoconfiante.

Ele tinha certeza absoluta de que a tinha na palma da mão.

Um traço de sarcasmo frio cruzou os olhos de Cecília, e a voz dela saiu congelante, sem um pingo de calor:

— Cesar Gomes, se bebeu demais, chame um motorista ou ligue para a sua namorada, Liliane Mendes.

— Nós não temos mais nada a ver um com o outro. Não me ligue mais e não me perturbe. Entendeu?

Ela desligou na cara dele e bloqueou o número em seguida.

Um movimento rápido, limpo e sem hesitação.

— Mandou bem! — Isaque assobiou. — Aquele imbecil da família Gomes ainda tem a cara de pau de te dar ordens? Ele acha que é quem na fila do pão? Aquele lixo só é tratado como rei por aquele bando de idiotas da família Mendes!

— Eu sempre disse que aquele otário não chegava aos seus pés. Onde já se viu ele ter o direito de ser seu noivo? Se não fosse por respeito a você, no dia em que ele ousou te dar um perdido, eu teria afundado meu punho na cara da família Gomes. Como se eles fossem grandes coisas hoje!

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