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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 36

No círculo deles, um diploma não era tudo, mas era indispensável.

Ele se preocupava que Cecília fosse alvo de deboches pelas costas no futuro, o que poderia ferir o orgulho de sua filha preciosa.

Claro, tudo dependia da vontade dela.

Se a sua garotinha quisesse estudar, ele moveria céus e terras para ajudá-la.

Mas, se ela não quisesse... então ele faria de alguém um exemplo brutal, cortando o mal pela raiz para garantir que ninguém ousasse rir de sua filha.

Cecília percebeu de imediato o joguinho de Vanessa Rodrigues.

Pelo visto, Vanessa não tinha escutado uma única palavra dos seus avisos.

Cecília curvou os lábios, erguendo o olhar com uma preguiça fria na direção de Vanessa.

Seus olhos eram gélidos, sem qualquer oscilação emocional.

Um calafrio percorreu a espinha de Vanessa, que gaguejou de medo:

— Ir... irmãzinha... eu juro que não quis dizer nada com isso, eu só...

— É, você não quis dizer nada. — Cecília a cortou, a voz letárgica e direta. — Você só queria jogar na minha cara que eu abandonei o ensino médio para exaltar as suas notas perfeitas e se sentir superior.

Ela fez uma pausa, o sorriso se tornando fino e carregado de sarcasmo:

— E aí? O que você espera? Que eu te venere? Ou que eu me sinta tão inferior e humilhada a ponto de arrumar minhas malas e sumir de fininho desta casa?

As palavras diretas perfuraram o coração de Vanessa, escancarando todas as suas intenções ocultas na frente de todos.

O rosto de Vanessa ficou pálido e arroxeado de vergonha. Ela não esperava que Cecília fosse arrancar a sua máscara sem o menor pudor na frente da família.

Ela se levantou apressada, tentando se explicar:

— Não... não é isso! Como você pode pensar isso de mim? Eu só estava pensando no seu bem, pensando no bem desta família! Eu realmente queria te ajudar!

— Não preciso. — Cecília não se deu ao trabalho de continuar dando atenção a ela. Baixou os olhos para o celular que vibrava na mesa.

Ela se levantou:

Para chegar aonde chegou, ela teve que sacrificar sangue, suor e lágrimas.

Por que com Cecília todos os princípios dos seus pais simplesmente evaporavam?

Vanessa estava consumida pela inveja.

Ela cravou os olhos nas costas de Cecília se afastando, o olhar escurecendo de ódio.

Que tipo de amigo uma caipira que cresceu no meio do mato poderia ter na Cidade Capital?

Encontrar um amigo? Conta outra!

Para ela, Cecília estava mentindo. Devia estar morrendo de vergonha de suas notas péssimas e do fato de ter abandonado a escola, e inventou essa desculpa de "sair com amigos" só para fugir do assunto e fingir que estava tudo bem.

E mesmo que ela tivesse algum amigo, com certeza seria algum pobretão sem classe!

Pensando nisso, Vanessa apertou os dedos e, em silêncio, começou a segui-la.

Ela queria ver com os próprios olhos se essa "saída com amigos" era verdade, e que tipo de lixo Cecília iria encontrar!

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