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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 25

Para Fernanda, o mundo inteiro poderia desabar, mas nada era maior que sua filhinha.

Se a presença de Vanessa Rodrigues causasse o menor desconforto à sua filha biológica, é óbvio que ela priorizaria o bem-estar de Cecília.

O rosto de Vanessa Rodrigues ficou mortalmente pálido, e seus dedos se fecharam em punhos.

Só porque ela não era a filha de sangue, eles a descartariam como lixo tão facilmente?

Cecília olhou para a expressão dos pais.

Era óbvio que eles eram completamente diferentes das cobras de sangue-frio da família Mendes. Havia ali vinte anos de convivência e carinho entre eles e Vanessa.

Ela não queria criar problemas para os pais assim que chegou, e, sinceramente... fosse lá o que essa Vanessa Rodrigues estivesse planejando, não passava de formigas tentando derrubar uma montanha para ela.

Ela balançou a cabeça:

— Não me importo.

Vanessa Rodrigues imediatamente fingiu estar emocionada, com os olhos vermelhos e a voz embargada:

— Obrigada, irmã! De hoje em diante, sua irmã mais velha vai cuidar muito bem de você. Vamos ser grandes amigas!

Cecília não tinha o menor interesse naquele teatrinho barato e respondeu com um simples uhum.

— Chega, chega! Por que estamos todos parados na porta? A Ceci deve estar morrendo de fome! — Os olhos de Tiago Rodrigues ainda estavam vermelhos, mas seu rosto austero agora exalava uma ternura imensa.

Enquanto falava, ele estendeu a mão para pegar a bolsa de lona de Cecília.

Assim que pegou a bolsa, ele travou.

Estava leve demais. Quase como se não houvesse nada dentro.

O coração dele apertou de dor. Como sua princesinha saiu da família Mendes sem trazer praticamente nada?

Que tipo de vida ela estava levando lá durante todos esses anos?

O grupo caminhou em direção ao interior da mansão.

Fernanda Almeida segurava a mão de Cecília o tempo todo, falando sem parar, radiante de alegria:

— Ceci, a mamãe foi para a cozinha e preparou pratos de vários tipos! Como eu não sabia o que você gostava, fiz um pouquinho de tudo. Se gostar de alguma coisa, me avise, que a mamãe cozinha para você todos os dias!

Cecília assentiu:

— Pai, a Ceci chegou. — Fernanda Almeida logo fez as apresentações. — Ceci, este é o seu avô.

O olhar de Cecília pousou no idoso à sua frente. Ela havia captado o movimento dele agora há pouco: fingindo seriedade, mas lançando olhares curiosos pelo canto do olho.

Um sorriso surgiu nos lábios vermelhos dela:

— Vovô.

— Hum. — O Sr. Francisco Rodrigues respondeu com um tom solene e misterioso, abaixando a xícara lentamente. — Que bom que voltou.

Seu olhar recaiu sobre o rosto da garota, que havia herdado perfeitamente os melhores traços de seu filho e sua nora. Um brilho de satisfação cruzou os olhos do velho.

Digna de ser a neta da família Rodrigues.

Ele havia investigado o passado de Cecília. Apesar de ela ter crescido no interior a vida inteira, ao pisar na sala da família Rodrigues, seu rosto não demonstrou nada além de uma calma absoluta.

Ela não demonstrou choque, deslumbramento ou medo ao entrar naquele lugar que simbolizava o topo da pirâmide do poder e da riqueza.

Era como se ela tivesse nascido para reinar ali.

Essa elegância natural e indiferente... ninguém conseguiria fingir, por mais que tentasse.

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