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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 155

A mulher sentada na frente da moto ergueu levemente o olhar. Através do capacete, seus olhos pousaram em Cesar Gomes.

Era um olhar frio e distante, sem grandes emoções.

Mas, por algum motivo, o coração de Cesar deu dois saltos violentos no peito.

Por que ele sentia...

Que aquele olhar era familiar?

Como se já tivesse visto em algum lugar?

Cesar estava cada vez mais obcecado por descobrir. Quem era a mulher montada na Fantasma?!

Como seria o rosto por trás daquele capacete prateado e preto?

Fantasma. A única do mundo. A moto exclusiva de Skye!

Era a máquina que a lendária piloto, Skye, usava quando varreu as competições mundiais!

Quando Skye sumiu das pistas, anos atrás, Cesar esgotou todos os seus contatos.

E não conseguiu uma única pista sobre ela.

Mas agora...

A moto de Skye estava ali, diante dos seus olhos!

Isso significava... que Skye estava de volta?

Só de pensar nessa possibilidade.

Os olhos de Cesar ficaram vermelhos de empolgação. Ele encarou a mulher com intensidade.

Seria ela... a deusa que ele sempre venerou?!

Aquele pensamento fez seu coração disparar e o sangue ferver.

Quase por puro reflexo, Cesar estendeu a mão em direção ao capacete prateado e preto...

— Quem é você? Por que está montada na Fantasma?!

Seu movimento foi arrogante e grosseiro.

Mas, logo antes de sua mão tocar o capacete.

Uma mão clara e delicada agarrou o pulso de Cesar.

Sob a luz forte do circuito, a pele daquela mão era tão branca que parecia brilhar. Aquilo fez Cesar perder o foco por um segundo.

— Ahhhh! Irmã... Você é foda! Muito incrível!

Ela ia gritar "Cecília", mas lembrou que a própria havia pedido para manter sua identidade em segredo.

Depois de elogiar Cecília, Vânia virou-se para Cesar Gomes. Sua voz estava carregada de nojo:

— Seu imbecil arrogante! Quem você pensa que é para vir dar ordens nela? Acha que tem o direito de tocar no capacete dela? Você acha que é digno de questionar a minha irmã?! Sai para lá, seu sem-vergonha!

Aquele cara era o cúmulo da audácia!

Que moral ele achava que tinha para chegar mandando a irmã tirar o capacete?

Idiota e vulgar!

— Você...!

Cesar segurou o peito, rangendo os dentes de dor. Ele encarava Cecília com os olhos vermelhos e injetados de raiva.

Liliane Mendes chegou correndo bem a tempo de ver o seu "meu Cesar" ser chutado longe.

Ela soltou um grito estridente e correu para ajudá-lo a levantar, enquanto berrava para Cecília:

— Você é só uma piloto de quinta categoria! Sabe quem é o meu Cesar?! Como ousa bater no meu Cesar?! Acredite, eu posso fazer você ser banida de qualquer corrida!

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