Depois de quatro anos, aquela atmosfera caótica era, ao mesmo tempo, familiar e estranha para ela.
Uma sensação... de muito tempo atrás.
Tanto que, só de estar ali, olhando para a pista, o sangue que esteve adormecido em suas veias por quatro anos começou a ferver com uma agitação inexplicável.
— Ahhhh! Eu conheço esse lugar... É o circuito Baia de Garganta! — gritou Vânia Guimarães. — Foi construído a peso de ouro pelos herdeiros das famílias mais ricas de Cidade Capital! Eu queria vir aqui há tanto tempo, mas meu irmão nunca deixou...
Vânia estava deslumbrada com a cena.
Seus olhos estavam arregalados. Mesmo com o capacete rosa, era impossível esconder sua empolgação.
Ela pulou da moto, saltitando, e correu para a beira da pista. Esticou o pescoço para admirar a estrutura profissional e as motos de alta cilindrada. Cada modelo modificado era mais espetacular que o outro.
O som do rock pesado e o ronco dos motores ecoavam em seus ouvidos. Cada batida... ressoava direto no seu coração.
No passado, aquele barulho e toda aquela adrenalina seriam demais para ela.
Seu coração não aguentaria.
Ela nunca conseguiria ficar num lugar daqueles por mais de cinco minutos.
Mas agora...
As batidas do seu coração acompanhavam as explosões sonoras ao redor.
E ela não sentia o menor desconforto.
Era como se fosse uma pessoa normal.
Alguém que amava motos há anos e que finalmente podia sentir a energia de uma corrida de perto!
Vânia assistia a tudo com os olhos marejados. Ela virou-se para Cecília, com a voz embargada:
— Cecília, eu estou tão feliz... É a primeira vez que sinto essa energia de perto! É um sonho se tornando realidade! Eu achei que... só veria isso dormindo. Nunca imaginei...
— Daqui para frente, você terá inúmeras chances como essa. — Cecília continuava sentada de forma displicente na frente da moto, com um sorriso de canto nos lábios vermelhos. — Mas, antes disso... não se esqueça do que me prometeu.
De repente, alguém avançou às pressas e esbarrou nela com força.
Vânia soltou um gemido de dor. Segurou o pulso na mesma hora e franziu a testa para a pessoa.
— Você... tire esse capacete agora!
O homem disparou uma exigência grosseira, sem a menor cerimônia.
— Mas quem você pensa que é... — Vânia franziu a testa, prestes a xingá-lo.
— Cala a boca!
O homem lançou um olhar sombrio para ela e esbravejou.
Em seguida, virou-se bruscamente para Cecília. Seus olhos estavam cheios de um fanatismo ardente e sua voz tremia de tensão:
— Você... tira o capacete agora! Me diz, essa moto... é sua?!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Não Implora. Ela Enterra.
Isso sim é muito triste, por mais que Cecília diga para não a apresentarem como membro da família Rodrigues isto não significa que ela não queira ser defendida e amada pelos seus. Acho que eles deveriam ir sim tirar satisfação com estas cobras mal amadas...
Já vi tudo o que vai dar de gente ficando pobre depois desta festa não está no gibi,,tudo por ofender Cecília....
Já vi tudo o que vai dar de gente ficando pobre depois desta festa não está no gibi,,tudo por ofender Cecília....
Eu não acredito toda a festa está resumida nesta família Mendes, não esperava isto, esperava algo diferente......
Não aparece ninguém da família dela atual para ajudar que coisa em...
Estava pensando, se Cecília não vai a festa apenas de jeans e camiseta básica que ela sempre usa....
Aplausos , finalmente uma das cupinchas de Vanessa se deu mal ainda não por inteiro, tinha que ser expulsa de vez....
Invejosa, ai que horror....
Hummmm, eu ainda queria adivinhar que ele estava ferido e por isso Cecília agiu assim. Mas se fosse sedução também seria bom né afinal já está na hora desses dois dar um jeitinho na vida a dois pois não?...
Desse jeito então , agora tem que casar, defendendo a reputação do rapaz é claro 😍😍😍😍...