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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 1178

Foi uma tragédia como um rio de sangue.

Inúmeros cientistas de ponta foram massacrados.

A pesquisa na União de Serena do Sul também sofreu um golpe inestimável.

Mesmo sem estar lá, Cecília podia imaginar o quão cruel foi a situação.

Abraçou a caixa de ferro contra o peito e esperou Anselmo, o Eremita continuar.

Ele bebeu o vinho gole após gole e suspirou: — Aurora sabia que, se continuasse, causaria um estrago ainda maior para ela e para o Laboratório Nacional de Pesquisa Avançada. Então... para que a tecnologia principal não caísse nas mãos do Sol Negro.

— A sua avó destruiu todos os dados, pegou a poção principal e a fonte original de dados da pesquisa e mudou de nome, fugindo até chegar a essa desolada e distante Vila Corvo Negro.

— Ela se escondeu tão bem que, para o Sol Negro, parecia ter sumido do mundo.

— E isso durou... trinta anos.

Ao ouvir tudo isso, o coração de Cecília parecia estar sendo espremido por uma mão invisível.

Nem ousava pensar no que a avó sentiu ao destruir os dados de décadas de pesquisa.

E o que sentiu ao mudar de nome e abandonar todo o passado?

Ela mesma também fazia pesquisas e fundou o Instituto Lumina.

Por isso, sabia muito bem da coragem necessária para tomar tal decisão.

Cecília abaixou o olhar e voltou os olhos para a caixa de ferro.

Com os dedos finos, esfregou levemente a caixa como se tocasse a mão da avó.

— E... por que a família Mendes não sabia quem era a vovó?

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