Mas, no final, a realidade lhe deu um forte tapa no rosto.
Ao pensar na traição de Leandro, o coração de Marília começou a doer novamente.
Ela não respondeu mais às mensagens e desligou o celular.
Depois de ficar um tempo sentada, decidiu ir para a cama tentar dormir.
Na verdade, ela não conseguiu pregar os olhos.
Marília tinha medo de fechar os olhos, pois sempre que o fazia, tinha pesadelos, sonhava com a criança ensanguentada e com sua mãe...
Mas ninguém consegue viver sem dormir.
Ela acordou novamente, assustada pelas lágrimas, ainda de madrugada, e foi se sentar em silêncio.
Zélia apareceu pela manhã com o café da manhã para ela.
Marília a recebeu com um sorriso.
Após entrar, Zélia colocou o café da manhã na mesa e perguntou, preocupada:
— Você não dormiu bem?
Sob os olhos de Marília havia uma sombra acinzentada, esverdeada.
— Ultimamente, minha cabeça está sem inspiração, estou me sentindo um pouco cansada.
— Então, deixe o trabalho de lado por um tempo e descanse. Não se pressione demais, dinheiro a gente sempre dá um jeito.
Marília assentiu levemente.
As duas tomaram café juntas.
Zélia olhou para Marília, cujos olhos ainda estavam vermelhos, como se tivesse chorado novamente.
Zélia mexeu os lábios, querendo perguntar, mas sabia que Marília não revelaria o que não queria compartilhar.
Percebendo o olhar de Zélia, Marília levantou a cabeça.
— O que foi?
— Eu... depois do café, eu queria te levar a um lugar.
— Que lugar?
— Se eu te contar agora, não vai ser surpresa. Você vai saber quando chegarmos lá.
Marília ficou em choque, nunca imaginou que fosse a tia Madalena quem havia comprado para ela.
— Você falou com ela sobre isso?
— Não fui eu quem procurou a tia Madalena, foi ela quem me ligou. Ela está muito preocupada com você! — Zélia continuou. — Você acha que a gente não percebe o que está acontecendo? Mimi, eu sei que você tem algo que não quer compartilhar, talvez não queira falar comigo, e tudo bem, eu não vou insistir. Mas preciso te dizer que tanto eu quanto a tia Madalena estamos muito preocupadas com você. Não importa o que aconteça, você tem a gente. Você não está sozinha.
Os olhos de Marília ficaram ardendo e as lágrimas começaram a cair, mas ela rapidamente as enxugou com as mãos.
— Pegue, isso é um gesto da tia Madalena. Se você não aceitar, ela ficará chateada.
Marília estendeu a mão e pegou o documento, e, ao abri-lo, viu que seu nome estava escrito nele.
Zélia ainda disse:
— A tia Madalena realmente te considera como uma filha.
— Sim, eu sei. — A voz de Marília estava rouca e embargada.
Zélia sorriu e disse:
— A decoração deste apartamento é bem boa, você pode mudar imediatamente. É melhor do que o seu hotel. Agora, vamos lá pegar suas coisas no hotel. A partir de agora, seremos vizinhas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela é o Oceano, Eu Sou o Náufrago
Oi como fica tantos dias sem atualização 😞😞😞😕😕...
Tantos dias sem atualizações, como q da sequência em livros assim ? Cê tá Loko ....