— Então, a partir de agora, não vou mais falar sobre eles com você! — Zélia deixou o celular de lado e continuou tomando o café da manhã.
Foi então que a campainha tocou.
— Será que é a tia Madalena? — Zélia se levantou imediatamente para abrir a porta, mas, ao abrir, se deparou com Anselmo. Seu rosto se fechou imediatamente. — Por que é você?
Anselmo, ao ver Zélia, também franziu a testa:
— A Mimi já acordou?
Zélia, vendo que ele estava segurando uma lancheira térmica, deu um sorriso forçado:
— Ela acordou, mas aqui você não é bem-vindo!
Anselmo nunca recebia uma resposta boa de Zélia, afinal, ela tinha um irmão que a sempre a protegia. Ele entregou o que estava segurando:
— Isso aqui é para a Mimi, minha mãe pediu que eu trouxesse.
Zélia, ao ouvir que era algo enviado pela tia Madalena, apressou-se a pegar.
— Eu vou levar para a Mimi, você pode ir embora.
Antes que Anselmo pudesse responder, Zélia já havia fechado a porta.
Anselmo estava prestes a xingar.
Zélia colocou a lancheira térmica sobre a mesa.
— Foi a tia Madalena quem mandou isso para você.
Ela abriu a tampa e viu que o conteúdo estava bem preparado.
— Posso dividir? — Zélia piscou-lhe o olho.
Marília sorriu:
— Claro.
Zélia pegou uma empada de camarão.
— Isso aqui não é da Camarão & Sabor?
Camarão & Sabor era uma rede de restaurantes muito conhecida em Serenópolis, e Marília adorava o café da manhã deles, especialmente a empada de camarão. Zélia já a tinha acompanhado várias vezes.
— Isso com certeza não foi a tia quem mandou. — Zélia estava convicta disso. Depois, refletiu um pouco e perguntou. — O Anselmo quer tentar reatar com você?
— Eu não vou voltar com ele.
— Ah, como é que você sempre se envolve com esses homens problemáticos?
— Talvez os homens sejam apenas um obstáculo para mim. Acho que sou mais feita para ficar sozinha.
Marília pegou o celular e, em seu contatos, bloqueou o número de Leandro, apagando a conversa. Depois abriu o WhatsApp, onde havia muitas mensagens não lidas, todas perguntando se ela realmente havia se divorciado de Leandro.
[Qualquer horário está bom, eu tenho tempo.]
[Se você tiver problemas, pode me procurar para conversar a qualquer hora.]
[Não tenho problemas, mas você também pode me procurar.]
[Enfim, eu estou sempre disponível.]
[Minha memória não é boa, o que você me disser hoje, eu vou esquecer amanhã, mas minha boca é bem fechada.]
[Você pode não saber, mas eu sou muito amigo das mulheres. As garotas da minha equipe sempre vêm falar comigo quando têm problemas, sou bem experiente.]
O celular de Marília não parava de tocar.
Zélia, curiosa, perguntou:
— Mimi, o que você está vendo?
Ela se levantou para olhar, mas Marília rapidamente desligou a tela e guardou o celular.
— Não estou vendo nada.
Zélia, desconfiada, comentou:
— Seu celular ainda está tocando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela é o Oceano, Eu Sou o Náufrago
Oi como fica tantos dias sem atualização 😞😞😞😕😕...
Tantos dias sem atualizações, como q da sequência em livros assim ? Cê tá Loko ....