Quando Zélia ouviu que era a tia Madalena ligando, imediatamente exclamou:
— Tia Madalena, você não quer sair para dar uma volta? Eu a convido para jantar!
Madalena ouviu a voz de Zélia e sorriu, respondendo:
— Vão se divertir, eu não quero atrapalhar. Já combinei de sair com alguém para fazer compras. Mimi, divirta-se bastante com a Zélia.
A ligação foi encerrada do outro lado da linha.
Marília sabia que a tia estava tranquila, então guardou o celular na bolsa e continuou a caminhar. As duas conversavam casualmente. Zélia não falava sobre sua vida amorosa, mas sim sobre seu trabalho recente, os desentendimentos que teve, o que aconteceu de inusitado e as fofocas sobre celebridades.
Ela sempre tinha histórias sobre o elenco, e normalmente o que sabia era verdade.
A vida dos famosos era mais interessante do que as novelas familiares.
Zélia foi ficando cada vez mais animada, mas Marília estava um pouco distraída. Seu olhar inevitavelmente se fixava nas crianças.
Ela observava aquelas crianças pulando de mãos dadas com os pais enquanto passavam por ela.
Também observava os casais passando, empurrando carrinhos de bebê, com bebês fofinhos e gordinhos dentro.
Quando viu uma mulher grávida passando à sua frente, Marília parou sem perceber e virou a cabeça, observando o contorno da mulher.
— Mimi, o que você está olhando?
Zélia seguiu seu olhar e olhou para trás.
— Não é nada.
Marília olhou para sua barriga, já sem o bebê.
Ela deveria aceitar a realidade.
— Você está com algo na cabeça?
— Depois que você terminar de comer, a gente vai ver o imóvel.
Zélia imediatamente acenou com a cabeça.
— Vou ligar para o dono do imóvel e marcar um horário.
O imóvel que Marília gostava era como o de Zélia, um pequeno apartamento de dois quartos e uma sala.
Adalberto ouviu a mulher do outro lado da linha brigando e pedindo para terminar, então desligou o telefone.
Ele só pôde se levantar e dizer:
— Eu deixo ele com você, vou indo agora.
Raulino também ouviu a briga da namorada de Adalberto ao telefone e pensou que as mulheres de hoje em dia eram muito complicadas. Fez um gesto com a mão:
— Vai logo, vai logo, eu chamo o garçom para levá-lo para cima, não vou deixá-lo morrer de bêbado aqui.
Adalberto assentiu, pegou o casaco e foi embora.
Raulino imediatamente chamou dois garçons para ajudar a levá-lo.
No andar de cima, havia um hotel, e Leandro tinha um quarto fixo lá. Raulino mandou que o levassem direto para o quarto.
Os garçons estavam fazendo bem o seu trabalho. Depois de colocá-lo na cama, tiraram seus sapatos e o cobriram com o edredom.
Raulino achou que não precisava mais ficar ali, então se preparou para sair, mas de repente parou. Olhou para o homem na cama e teve uma ideia.
Ele rapidamente pegou o celular e fez uma ligação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela é o Oceano, Eu Sou o Náufrago
Oi como fica tantos dias sem atualização 😞😞😞😕😕...
Tantos dias sem atualizações, como q da sequência em livros assim ? Cê tá Loko ....