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Doce Vingança de Lúmina: A Filha Perdida da Família Santos romance Capítulo 400

O sangue nas veias de Maria Luíza Santos transformou-se em gelo instantâneo.

Por uma fração de segundo, sua mente entrou em colapso e ela perdeu a capacidade de reagir.

O tempo pareceu parar antes que Maria Luíza Santos erguesse os olhos lentamente.

Ela fixou seu olhar como uma predadora sobre Lorena.

— O que... você acabou de dizer? — Perguntou ela, pronunciando cada sílaba com uma precisão aterrorizante.

A jornada frenética havia drenado a última gota de energia de Lorena, cujas feridas abertas suplicavam por descanso.

Era apenas a pura força de vontade que a mantinha desperta diante de Maria Luíza Santos.

— Fomos alvos de uma emboscada letal no Continente F. — Relatou Lorena com a voz falhando. — Para garantir a nossa extração, a Dona Rosa ativou um dispositivo explosivo experimental e se explodiu junto com os mercenários... Mas quando vasculhamos os escombros, o corpo dela não estava lá. Eu... eu...

O desespero fez as cordas vocais de Lorena rasgarem.

— Nós viramos cada pedra daquele inferno e não encontramos nada...

Antes que pudesse terminar a frase, os olhos de Lorena reviraram e ela mergulhou na inconsciência.

O tombo repentino fez a velha senhora soltar um grito abafado de horror.

Ela se ergueu com urgência da poltrona.

— Rápido, alguém carregue essa menina para um dos quartos!

Todos sabiam das habilidades cirúrgicas de Maria Luíza Santos, e a mansão estava equipada com seus instrumentos de emergência.

Dona Eliane estava tremendo de medo, mas a prioridade absoluta era garantir que Maria Luíza Santos pudesse salvar a vida da garota.

Apesar do choque brutal de perder Dona Rosa, a mente afiada de Maria Luíza Santos não perdeu a claridade.

Ela comandou os seguranças para levarem o corpo inerte de Lorena até o seu próprio quarto.

Maria Luíza Santos rasgou as roupas manchadas e iniciou uma triagem meticulosa.

O diagnóstico era catastrófico.

Três perfurações de projéteis balísticos e cinco lacerações profundas causadas por lâminas táticas.

O simples fato de ela não ter sangrado até a morte no caminho era um verdadeiro milagre.

Uma intervenção cirúrgica imediata era a única esperança de sobrevivência, mas o transporte para um hospital resultaria em óbito garantido.

Com a expressão endurecida, Maria Luíza Santos pegou o comunicador e exigiu a presença imediata de Erick Novaes.

Assim que o alerta soou no telefone de Erick Novaes, ele voou para a mansão sem pensar duas vezes.

Sr. Noel e a Sra. Sofia Cavalcanti também decidiram acompanhá-lo naquela corrida contra o tempo.

Mirella Goulart estava no colégio e, por sorte, não foi arrastada para o olho do furacão.

Sr. Noel atropelou as palavras assim que cruzou os portões.

— Maria, a Susana foi capturada?

A residência da família Cavalcanti ficava colada aos muros da mansão dos Santos.

A chegada caótica de Lorena não havia passado despercebida pela vizinhança.

Sr. Noel fumava um charuto no jardim quando o espetáculo macabro se desenrolou.

Capítulo 400 1

Capítulo 400 2

Capítulo 400 3

Para piorar, a sua especialidade residia em ervas e acupuntura, não em cirurgias traumáticas de combate!

Maria Luíza Santos tinha plena consciência de que Erick Novaes era a pior escolha possível para a função.

Ela poderia facilmente ter acionado os melhores cirurgiões clandestinos da cidade.

Porém, cada tique do relógio drenava os últimos segundos de vida de Lorena.

Aquela era uma aposta mortal que ela não tinha o luxo de fazer.

— O sangue aterroriza você? — Indagou ela, com uma expressão moldada no gelo.

O olhar glacial da mestra perfurou a alma do rapaz, forçando seu corpo a dar um solavanco de pura adrenalina.

— Eu não sinto medo de nada!

Maria Luíza Santos desviou o olhar com a mesma apatia robótica.

— Controle os seus batimentos cardíacos e obedeça a todos os meus comandos.

A guerra para arrancar Lorena dos braços da morte estendeu-se por intermináveis cinco horas.

Quando Maria Luíza Santos finalmente cruzou as portas, seus joelhos ameaçaram ceder sob o peso da exaustão.

O corredor estava lotado de rostos tensos da família Santos que se recusaram a dormir.

Dona Eliane saltou em sua direção no mesmo instante.

— Maria, o que aconteceu lá dentro? — Suplicou a velha senhora. — A garota ainda respira?

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